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Por David Braz e Martinuccio, Palmeiras busca R$ 20 milhões na Fifa

Palmeiras fez pré-contrato com Martinuccio quando ele se destacou no Peñarol - AFP PHOTO / Miguel Rojo
Palmeiras fez pré-contrato com Martinuccio quando ele se destacou no Peñarol Imagem: AFP PHOTO / Miguel Rojo

João Henrique Marques

Do UOL, em São Paulo

10/07/2013 06h00

O Palmeiras busca na Fifa solucionar antigos problemas judiciais. O clube moveu ações contra o meia argentino Martinuccio por descumprir pré-contrato com o alviverde, em 2011, e o zagueiro David Braz pela quebra contratual e o acerto com o Panathinaikos, da Grécia, em 2008. Esses são dois casos em que o departamento jurídico palmeirense age em busca de indenização de cerca de R$ 20 milhões no total.

O advogado do Palmeiras, André Sica, está à frente dos casos e viaja regularmente a Zurique, na Suiça, para avançar nas situações. Na próxima sexta-feira ele viaja novamente para conversar com relatores para agilizar o parecer final.

“Nesses dois casos estamos bastante otimistas. Nossas ações já foram tomadas, assim como os jogadores ja apresentaram suas defesas. Agora começa a entrar em uma fase de decisão. Diria que o caso do Martinuccio ainda pode demorar mais. Só que o problema com o (David) Braz nos causa preocupação, pois está na hora de um fim”, destacou Sica ao UOL Esporte.

David Braz ganhou liminar na Justiça o direito de deixar o Palmeiras em 2008 alegando ter sido obrigado a assinar um acordo de gaveta. Mas ao final da ação, o atleta perdeu na Justiça Trabalhista. O Panathinaikos jamais se dispôs a negociar com o alviverde e o clube brasileiro fez cálculos para ressarcimento com base no valor de mercado gerado pelo jogador ao longo dos anos.

A avaliação do departamento jurídico do Palmeiras é de que com a passagem pelo Panathinaikos-GRE e Flamengo no ano seguinte, o zagueiro ficou extremamente valorizado. O cálculo é de que a FIFA poderia avaliar a indenização do clube paulista em até 4 milhões de euros (R$ 12 milhões).

No caso Martinuccio, o problema é com o Fluminense. O argentino, após se destacar na Libertadores em 2011 pelo Peñarol, realizou pré-contrato com o Palmeiras com multa rescisória de R$ 50 milhões. O acordo foi descumprido com o meia indo parar no clube carioca sem nenhum pagamento ao alviverde. O cálculo palmeirense é de que a indenização poderia girar em torno de 3 milhões de euros (R$ 8 milhões).

“No caso do Martinuccio houve tratativas de acordo com o Fluminense, mas não deu certo. O David Braz, tanto o Panathinaikos como os representantes do jogador sempre levaram tudo até as últimas consequências. Então é lá na Fifa que esperamos os desfechos dos casos”, destacou Sica.

A viagem do advogado à Fifa também serve para definir outras situações. Em pauta, o representante palmeirense leva os direitos do clube em faturar com base nos moldes do mecanismo de solidariedade com transações de jogadores que passaram pelo Palmeiras durante a formação na carreira - Fifa considera dos 12 aos 23 anos – e foram vendidos pelos clubes futuros sem que o lucro fosse dividido com o alviverde.

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