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Nigeriano enfrentou a Argentina horas após saber que pai foi sequestrado

John Obi Mikel, durante jogo entre Nigéria e Argentina - AP Photo/Ricardo Mazala
John Obi Mikel, durante jogo entre Nigéria e Argentina Imagem: AP Photo/Ricardo Mazala

Do UOL, em São Paulo

03/07/2018 08h26

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O meia John Obi Mikel entrou em campo para o jogo entre Nigéria e Argentina, na última terça-feira (26), horas depois de saber que o pai dele, Michael Obi, tinha sido sequestrado.

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Um familiar do capitão nigeriano ligou para o jogador e disse que ele teria que telefonar para os sequestradores. O meia recebeu as condições para liberarem o pai dele e não contou nada a nenhum membro da Federação Nigeriana de Futebol para não criar nenhum tipo de distração para o jogo.

“Eu joguei enquanto meu pai estava nas mãos de bandidos. Tive que superar o trauma. Recebi uma ligação quatro horas antes do jogo para me contar o que tinha acontecido. Eu estava emocionalmente perturbado e tive que tomar a decisão sobre se estava mentalmente pronto para jogar. Eu estava confuso e não sabia o que fazer, mas, no final, sabia que não poderia deixar 180 milhões de nigerianos para baixo”, disse ao jornal The Guardian.

“Me disseram que atirariam no meu pai instantaneamente se eu falasse com a polícia ou contasse a alguém. Eu também não queria discutir com o técnico (Gernot Rohr) porque eu não queria que meu problema se tornasse uma distração para ele ou para o resto do time no dia de um jogo tão importante. Por mais que eu quisesse falar com o treinador, eu não podia”, acrescentou.

Michael Obi foi sequestrado no sudeste da Nigéria enquanto viajava para um funeral. A polícia da Nigéria conseguiu libertá-lo, mas Mikel disse que ele foi torturado durante uma semana e agora está internado em um hospital. Esta foi a segunda vez que Michael foi sequestrado – a primeira aconteceu em 2011.

Mesmo com o trauma, o meia entrou em campo, jogou os 90 minutos, mas não evitou a derrota por 2 a 1, resultado que eliminou a seleção nigeriana ainda no Grupo D da Copa do Mundo.

“Felizmente, meu pai foi solto na segunda-feira à tarde. Agradeço às autoridades policiais por seus esforços e pelo apoio que recebi de amigos e familiares. Infelizmente, meu pai está agora no hospital por causa da tortura que ele recebeu durante o sequestro”, finalizou o ex-jogador do Chelsea.

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