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Mudança na premiação do Brasileiro é travada por veto do Athletico-PR

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

24/06/2020 13h00

A mudança na distribuição da premiação do Brasileiro, que incluiria uma fatia para os rebaixados, foi travada por uma oposição do Athletico-PR. O dinheiro é parte do contrato da Globo com os clubes para a Série A. A postura do clube paranaense dificultou uma alteração que estava acordada entre a maioria dos times.

Pelo contrato do Brasileiro, válido a partir de 2019, o bolo do dinheiro da TV Aberta e Fechada é distribuído em três fatias: 40% igualmente, 30% por número de jogos exibidos e 30% pela posição no campeonato. Essa última é chamada de premiação do Brasileiro.

No primeiro ano do contrato, a distribuição do dinheiro era entre o 1o e o 16o colocado, entre R$ 33 milhões e R$ 11 milhões. Não houve nenhum recurso previsto para os quatro times rebaixados.

Em reuniões no início do ano, houve uma sugestão do Avaí de incluir fatias para os rebaixados. A Globo concordou com o pleito e deixou com os clubes a ideia de implementar a redistribuição. Após algumas conversas, houve consenso da maioria dos clubes de uma tabela com uma nova divisão da premiação.

Os 16 clubes mais bem posicionados perderiam um pouco de dinheiro em favor dos rebaixados. O último colocado teria direito a R$ 4,6 milhões e o campeão, R$ 31 milhões.

Só que, por contrato, alguns clubes têm direito a veto em mudanças na distribuição de premiação. Entre esses times está o Athletico que tem contrato apenas de TV Aberta com a Globo. Duas fontes confirmaram ao blog que o clube paranaense até agora não topou a mudança. Não há informação de oposição de outro clube.

A reportagem tentou contato com o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Mario Celso Petraglia, mas não teve sucesso. O dirigente é um dos maiores defensores da distribuição mais igualitária dos recursos de televisão.

Ainda há possibilidade de alteração na tabela da premiação do Brasileiro desde exista uma concordância de todos os clubes que têm prerrogativa de veto por contrato.

Blog do Rodrigo Mattos