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Fla articulou por MP que muda direito de TV e quer passar jogos do Carioca

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

18/06/2020 14h09

A diretoria do Flamengo foi responsável por articular junto ao presidente da República, Jair Bolsonaro, a Medida Provisória que altera as negociações de direitos de televisão. Pelo texto assinado pelo presidente, e publicado no Diário Oficial nesta quinta, o clube mandante passar a ter os direitos de arena sobre o jogo, e não mais os dois times juntos.

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, esteve com Bolsonaro na quinta-feira durante cerimônia em que seria assinado uma MP de Flexibilização de regras para clubes durante a epidemia do coronavírus. Essa lei acabou sendo aprovada via Congresso. Mas o presidente da República assinou a MP que altera os direitos de televisão por meio de uma mudança na Lei Pelé. Antes, a legislação determinada que os dois times tinham os direitos da transmissão e agora isso é só do mandante.

Os dirigentes rubro-negros festejaram a assinatura da nova MP de Bolsonaro. Seu entendimento é de que o clube está livre para transmitir os jogos dos quais é mandante no Carioca. Ao mesmo tempo, entende que a Globo pode passar sua partida contra o Bangu em que o time alvirrubro é mandante.

Ainda não há uma decisão se o clube pretende vender os direitos do Carioca ou passar na FlaTV, capitalizando em seu canal os ganhos.

A Globo, no entanto, ainda analisa a medida para entender se pode passar a partida desta quinta-feira, retorno do futebol pelo Carioca.

No caso do Flamengo, a comemoração do clube ocorre porque há um entendimento de que, ao vender seus ativos em separado sem depender de outros clubes, conseguirá valor maior do que o arrecadado atualmente. Ou seja, teria direito a metade dos jogos do Nacional, os que joga em casa, enquanto outros times teriam direito sobre seus jogos como visitantes.

Para o Brasileiro-2020, o clube já vendeu os direitos para a Globo, assim como outros clubes. Então, o entendimento é que esses contratos continuam a ser válidos e nada mudaria.

A MP editada por Bolsonaro terá validade por até 120 dias e irá para votação no Congresso. Caso não seja aprovada na Câmara e no Senado, deixaria de ter validade.

Blog do Rodrigo Mattos