PUBLICIDADE
Topo

Clubes pedem e governo analisa suspender pagamentos de dívidas por crise

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

19/03/2020 15h22

O governo federal cogita suspender os pagamentos do Profut dos clubes referentes a dívidas fiscais por conta da crise econômica gerada pelo coronavírus. Dirigentes de times fizeram o pedido à Apfut, órgão governamental regulador do Profut, para que fossem interrompidas as quitações das parcelas por tempo indeterminado. O órgão concordou e encaminhou o pedido ao Ministério da Economia.

A medida seria para minimizar o problema de fluxo de pagamentos dos clubes que estão com receitas comprometidas. As bilheterias já estão comprometidas e a interrupção das competições pode gerar ainda problemas com patrocinadores e televisão.

As parcelas do Profut são referentes a dívidas com a procuradoria federal da fazenda, o Banco Central e o FGTS. Para se ter ideia, o Botafogo, que tem uma das maiores dívidas no Profut, calcula que terá de pagar R$ 7,8 milhões nesse ano em parcelas do programa. Ou seja, a suspensão dos pagamentos seria uma economia pontual de R$ 650 mil por mês.

Se aceita pelo ministério, a suspensão seria por tempo indeterminado até o arrefecimento da crise. Após a solução da pandemia, os pagamentos poderiam voltar a ser feitos. Há ainda uma corrente de clubes que quer pedir a reabertura para adesão do Profut.

Não há nenhuma medida até o momento relacionada aos impostos correntes, isto é, aqueles devidos pelos clubes pela atual atividades econômica. O Ministério da Economia tem adotado redução de alguns impostos na crise.

Blog do Rodrigo Mattos