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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Perrone: 5 motivos para o corintiano crer que pode ser campeão brasileiro

Vítor Pereira, técnico do Corinthians, antes do jogo contra o Red Bull Bragantino - Diogo Reis/AGIF
Vítor Pereira, técnico do Corinthians, antes do jogo contra o Red Bull Bragantino Imagem: Diogo Reis/AGIF
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

09/05/2022 10h51

Foram apenas cinco rodadas do Brasileirão até aqui. O campeonato está no início, por isso é prematuro dizer que quem está na liderança, no caso o Corinthians, é o favorito para ser campeão.

Porém, existem motivos para a Fiel acreditar que é possível ver seu time dar a volta olímpica ao final do ano, na opinião deste colunista. Veja a seguir.

1 - Vantagem sobre favoritos

Aqui a questão é matemática. O Alvinegro já abriu sete pontos de vantagem sobre o Flamengo e seis em relação ao Palmeiras, dois dos favoritos ao título.

Tem muito campeonato pela frente, mas Mengão e Verdão precisam melhorar seus desempenhos na competição rapidamente, sob o risco de verem a distância para o líder fugir do controle, caso os corintianos mantenham a regularidade. E isso sem perderem o foco na Libertadores.

O mesmo vale para o Atlético-MG, outro favorito e que neste momento tem uma diferença para o primeiro colocado menos desconfortável, de quatro pontos.

2- Vítor Pereira

A cada rodada, o treinador mostra ter mais conhecimento do elenco e de como pode aproveitar melhor cada atleta.

Evolui também a compreensão do time a respeito do que o técnico quer.

Se já está rolando um entendimento razoável entre treinador e grupo de jogadores, a expectativa é de que o entrosamento esteja em alto nível na reta final da competição.

3 - Flexibilidade

O português deixou para trás a filosofia que anunciou em sua chegada de que o time jogaria sempre de maneira ofensiva.

Na vitória por 1 a 0 sobre o Red Bull Bragantino no sábado (8), o Corinthians passou o fim da partida protegendo a vantagem magra com o intuito de agredir o adversário só nos contra-ataques.

Isso mostra que o técnico compreendeu que é preciso abrir mão de alguns conceitos em busca de competitividade até que a equipe consiga fazer bem tudo o que ele considera ideal.

4 - Time misto

Historicamente, no Brasileirão brigam pelo título as equipes que têm menor diferença técnica entre reservas e titulares.

Em algumas posições, a distância entre titulares e reservas do Alvinegro é enorme.

Mas VP tem conseguido mandar a campo equipes competitivas, apesar de poupar jogadores para a Libertadores.

É uma evolução considerável se lembrarmos a fragilidade do Corinthians em sua única derrota no Brasileirão até aqui: 3 a 0 para o Palmeiras.

5 - Jogadores decisivos

Numa competição difícil como o Brasileiro, leva vantagem quem tem atletas decisivos. Aqueles caras que decidem num lance um jogo equilibrado.

O Corinthians tem alguns jogadores com esse perfil. Os principais são Willian, Renato Augusto e Cássio.