PUBLICIDADE
Topo

Blog do Perrone

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Perrone: Com saída de Crespo, Casares contradiz seu discurso sobre técnicos

O técnico Hernán Crespo observa o treino do São Paulo, no CT da Barra Funda - Fellipe Lucena/São Paulo FC
O técnico Hernán Crespo observa o treino do São Paulo, no CT da Barra Funda Imagem: Fellipe Lucena/São Paulo FC
Conteúdo exclusivo para assinantes
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

13/10/2021 17h43

Com a demissão de Crespo, Julio Casares se distancia da promessa feita por ele de estancar a rotina de trocas de treinadores vivida pelo São Paulo.

Em pouco mais de nove meses na presidência, o dirigente já encara a sua segunda mudança de técnico. O argentino veio para substituir Fernando Diniz, demitido em janeiro.

O presidente são-paulino avalia que o costume de interromper o trabalho de treinadores nos últimos anos ajudou o clube a encarar um jejum de títulos (a partir de 2012, ano da conquista da Copa Sul-Americana).

A seca acabou justamente com Crespo, que comandou o time na conquista do Paulistão de 2021.

O argentino não conseguiu fazer a equipe repetir o desempenho do Estadual no Brasileiro. Pelo contrário. O rendimento despencou. E o treinador parecia longe de fazer a equipe reagir.

Por isso, ele merecia cair? Se o pensamento da diretoria for imediatista, até pode ter merecido. Agora, se a ideia é construir um trabalho duradouro e que renda frutos para o clube, como Casares prega, o certo seria manter Crespo.

A troca só se justifica se houve alguma ruptura irreversível entre o argentino e o elenco ou na relação do técnico com a diretoria.

É importante que as duas partes sejam transparentes na explicação sobre o ocorrido em respeito ao torcedor.

Sem uma convincente explicação, prevalecerá a ideia de que Casares, até agora, falha na missão de se diferenciar de Leco, seu antecessor e que trabalhou com dez treinadores em cinco anos, no quesito troca de técnicos.

Inscreva-se no Canal Ricardo Perrone no YouTube.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Blog do Perrone