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Blog do Perrone

REPORTAGEM

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Genaro Marino descarta nova candidatura à presidência do Palmeiras

Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

22/07/2021 04h00

Na última terça (20), em reunião do grupo político do qual é um dos líderes, Genaro Marino Neto descartou ser candidato à presidência na próxima eleição do Palmeiras.

Vice-presidente em gestões de Paulo Nobre e Mauricio Galiotte, Genaro afirmou ao blog que ouviu pedidos de aliados para se candidatar, mas descartou a ideia.

Seu grupo ainda não definiu a questão, porém, neste momento, a tendência é não lançar candidato para enfrentar a situação no pleito, que deve acontecer em novembro.

Outros grupos oposicionistas estudam o que fazer. É provável que ao menos um opositor se candidate. Savério Orlandi, que pertence a outra ala, tem interesse em se candidatar.

Os opositores dão como certo que a conselheira Leila Pereira, presidente Crefisa, patrocinadora do clube, será candidata da situação à sucessão de Mauricio Galiotte.

Após consulta feita pelo blog na semana passada, a assessoria de imprensa de Leila disse que ela se sente honrada de sempre ser lembrada por torcedores e associados, mas que este ainda não é o momento de definição em relação à eleição. E que, quando o momento chegar, ela tomará a decisão pensando no Palmeiras.

Por sua vez, Genaro, que se candidatou em 2018 e perdeu para Galiotte, explicou ao blog porque não quer ser candidato.

"Algumas pessoas queriam que eu me candidatasse. Mas eu me sinto com pouca munição. Hoje, a oposição tem que lutar com estilingues enquanto a situação usa bazucas. Temos armas pequenas e leves. A situação tem armas pesadas em função do seu poderio financeiro", disse Genaro.

Ele está entre os que defendem que seu grupo não lance candidato. Falta ouvir integrantes que não estavam no último encontro. De 27 membros, 20 marcaram presença.

"Não vai ser uma disputa saudável. Eles estão jogando um jogo de xadrez desde 2017. Com todo poderio que eles têm, foram derrubando todas as peças, agora só falta o xeque-mate", afirmou Genaro.

Ele ainda mantém relação próxima com Nobre, que deixou de ser ativo na política palmeirense. Genaro e o ex-presidente romperam com Galiotte e são desafetos de Leila.

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