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Blog do Perrone

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Após bom desempenho em clássico, cobrança sobre Mancini sobe de patamar

Vágner Mancini, técnico do Corinthians, reage durante clássico com o São Paulo pelo Campeonato Paulista - Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Vágner Mancini, técnico do Corinthians, reage durante clássico com o São Paulo pelo Campeonato Paulista Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

03/05/2021 10h36

Durante boa parte de sua passagem pelo Corinthians, Vagner Mancini teve como escudo o fato de o elenco ser fraco em comparação aos rivais.

A decisão da diretoria de não ter contratado jogadores até aqui em 2021 para evitar gastos reforçou a sensação de que Mancini tirava leite de pedra. Pelo menos para este blogueiro.

Porém, a atuação aguerrida do alvinegro no empate com o São Paulo em dois gols, neste domingo (2), deve mudar o nível de cobrança sobre o treinador.

Ficou demonstrado que a equipe pode apresentar um futebol muito melhor do que vinha apresentando. E nada abaixo desse nível pode ser aceito como ''o técnico faz o que pode".

Atuação no clássico confirmou o que vinha se desenhando nas partidas anteriores. Ficou claro quem está disposto a jogar bola. Piton, Raul Gustavo, João, Victor, Gabriel e, acredite, Luan não podem deixar de ser titulares. A menos que seja para evitar o desgaste físico em meio a uma insana maratona de jogos.

Está claro que Fábio Santos, Bruno Méndez, Camacho e Cantillo merecem o banco de reservas.

Mancini achou uma formação que deu mais segurança e velocidade ao time. Cabe a ele enxergar que não há mais motivos para mexer tanto no jeito de jogar da equipe.

Com três zagueiros, o treinador conseguiu mesclar a juventude de Raul Gustavo e João Victor com a experiência de Jemerson.

A dupla de zaga veterana, com Gil e Jemerson, estava quase sempre atrasada em relação aos atacantes adversários.

O trio de zagueiros escalado no Majestoso deixou a defesa mais organizada. Daqui para frente, Gil e Jemerson podem se revezar para acompanhar Raul Gustavo e João Victor na zaga. Se Mancini voltar a mudar, será um risco.

Gabriel e Ramiro como volantes protegeram a defesa e ajudaram o time a ser mais mordedor do que o São Paulo.

Nessa formação, Luan é obrigado a participar mais do jogo, algo que sempre faltou a ele com a camisa corintiana. Deu certo. Ele fez um gol e participou da jogada de outro. Até vibrou na comemoração.

Com a defesa protegida por três zagueiros e dois volantes, Piton e Fagner puderam apoiar mais o ataque.

Piton tem mais fôlego do que Fábio Santos paran subir e descer. A ala (ou lateral) esquerda é dele. Na direita Fagner manteve seu bom nível.

No ataque, sim, Mancini tem motivos para continuar suas buscas. Ninguém deu a resposta que o time precisa.

A equipe que o treinador encontrou no clássico não é a dos sonhos da Fiel. Mas também não é a dos piores pesadelos. Teve o mínimo que a torcida cobra: organização, vontade e personalidade.

Claro que é só um começo e a irregularidade faz parte dele. Os jovens vão oscilar. Porém, a expectativa do torcedor corintiano sobe alguns andares. Não muitos, mas importantes. Cabe a Mancini não deixar a equipe voltar para o subsolo.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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