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Jadson aciona Corinthians por R$ 853,9 mil em direitos de imagem atrasados

Jadson comemora gol do Corinthians contra a Ponte Preta, em 2017 - Miguel Schincariol/Getty Images
Jadson comemora gol do Corinthians contra a Ponte Preta, em 2017 Imagem: Miguel Schincariol/Getty Images
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

19/11/2020 04h00

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

O meia Jadson, por intermédio de sua empresa, entrou com ação de execução contra o Corinthians. A Jadson Rodrigues da Silva - Promoção e Eventos Esportivos cobra dívida de R$ 853.955,92 em direitos de imagem atrasados, incluindo valores referentes a contrato assinado em 2017. O pedido é para que a Justiça determine o pagamento em três dias.

Em fevereiro, Jadson, o escritório de advocacia que tem como sócio seu agente, Marcelo Robalinho, e o clube, assinaram um distrato. No documento, é apontado que o atleta tem a receber R$ 1.240.000 referente a direitos de imagem. Porém, ficou acordado que R$ 500 mil (cerca de 40% do valor total) seriam repassados para o escritório Robalinho Alves Advogados a título de assessoria jurídica.

Dois parcelamentos foram feitos, um para cada pagamento. No entanto, só o atleta precisou reclamar na Justiça.

No último dia 5, Jadson entrou com a ação alegando que não recebeu nenhuma das 24 parcelas combinadas. Já os advogados não processaram a agremiação por entenderem que a quitação de sua parte está praticamente em dia, conforme apurou o blog.

Em 10 de novembro, o juiz Guilherme Silveira, da 23ª Vara Cível do Foro Central, determinou a redistribuição da ação para uma das varas do Tatuapé, bairro em que fica a sede corintiana.

Até a conclusão deste post, Fábio Trubilhano, diretor jurídico do Corinthians, não havia respondido ao blog sobre a cobrança da alegada dívida.

O distrato, anexado ao processo, aponta que Jadson ainda tinha a receber por conta de direitos de imagem R$ 840 mil relativos ao contrato assinado em fevereiro de 2017 e que havia R$ 400 mil vencidos e não pagos relacionados ao compromisso firmado em janeiro de 2019, num total de R$ 1.240.000.

Descontados os R$ 500 mil a serem pagos para seus advogados, ficou acertado que Jadson receberia uma parcela de R$ 30.841 e 23 pagamentos mensais de R$ 30.833.

Porém, o documento prevê que a quitação seja antecipada caso haja inadimplência de ao menos cinco parcelas. Jadson alega que nada foi pago até agora, por isso pede o pagamento imediato da dívida integral com multa de 5% sobre o valor devido e juros de 1%, além de correção monetária.

Também ficou acertado que os advogados receberiam uma parcela de R$ 20.841 e 23 no valor de R$ 20.833

O documento diz que o escritório do advogado e agente de Jadson tem direito ao montante por prestar assessoria jurídica nas rescisões dos contratos de imagem e de trabalho do jogador.

Como acontece nesses casos, a empresa de Jadson pede para que, se o pagamento não for feito, seja realizada penhora online nas contas do clube e, se for necessária, aconteça a penhora de bens.

O meia rescindiu o contrato o Corinthians porque não estava nos planos do técnico Tiago Nunes, já demitido. Pelo clube, o distrato foi assinado por André Sanchez, presidente do alvinegro e que hoje está licenciado.

Os advogados de Jadson querem que o processo corra em segredo de Justiça. Alegam que "na presente demanda e nos instrumentos particulares que a embasam, constam dados que despertam massivo interesse da mídia especializada e mesmo de outros clubes de futebol, rivais/adversários do acionado, face à relevância social que a aludida modalidade esportiva ostenta no País, o que poderá gerar imensos constrangimentos às partes e publicidade desnecessária e avessa ao bom desenvolvimento do processo, com discussões na imprensa absolutamente prejudiciais à carreira do atleta, sócio da exequente, e ao bom ambiente do clube, ora executado". Os representantes do meia também argumentaram que existem nos documentos apresentados na ação informações sensíveis.

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