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Oscar Roberto Godói


Árbitro deveria ter dado pênalti e expulsado Tiago Volpi por trombada

Tiago Volpi, goleiro do São Paulo - Marcello Zambrana/AGIF
Tiago Volpi, goleiro do São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

19/08/2019 14h20

Uma vergonha! Isso mesmo, uma vergonha o pênalti a favor do Ceará não marcado pelo árbitro pernambucano Gilberto Castro. Não dá para interpretar de outra maneira que não falta a trombada do goleiro Tiago Volpi, do São Paulo, no atacante Felippe Cardoso. Pênalti e cartão vermelho para o goleiro. Mesmo que o Ceará não marcasse o gol na cobrança do pênalti, ficaria com a vantagem de um jogador a mais em campo.

Sem termos conhecimento do diálogo travado entre os integrantes do VAR com o árbitro do campo, não podemos condenar a tecnologia por omissão ou conivência. Será que o árbitro foi incompetente ou tendencioso?

Os mesmos árbitros, consagrados ou não, quando apitam jogos sem o VAR, assumem o risco de acertarem ou não as interpretações. Os gaúchos Anderson Daronco e Leandro Vuaden mudam completamente o comportamento quando o VAR está presente. Não assumem nada e ficam esperando o alerta da tecnologia.

No jogo Cruzeiro 2 x Santos 0, Daronco mandou o jogo seguir aos 57 segundos de jogo. Depois de consultar o VAR, mostrou o vermelho para Gustavo Henrique pela falta em Pedro Rocha, impedindo uma situação clara de gol.

Vuaden parecia que estava na esplanada dos ministérios e não apitando Vasco x Flamengo. Se posicionou mal e precisou do VAR para marcar os pênaltis que aconteceram a favor do Vasco e apitou por dedução (e não visão) o pênalti a favor do Flamengo. Comodidade ou insegurança?

Até quando jogador vai cometer pênalti imbecil no Brasileirão com VAR? O que leva um defensor como Henriquez, do Vasco, ou Arrascaeta, do Flamengo, a agarrar o adversário acintosamente dentro da área?

Quem recorreu ao VAR quando deveria ter visto a gravidade da falta e mostrado o cartão vermelho, sem o uso da tecnologia, foi o árbitro Raphael Claus. Como ele não viu a maldosa solada de Moisés, do Bahia, no jogador Jean Carlos, do Goiás?

Outra vergonhosa interpretação de arbitragem tivemos no jogo Fluminense 0 x CSA 1, que custou o emprego do técnico Fernando Diniz. Como o péssimo Wagner Reway não viu o pênalti que sofreu Paulo Henrique Ganso? É mais um árbitro incompetente com o escudo da Fifa no peito. Na sequência, o CSA marcou o gol da vitória. Se o VAR tivesse sido utilizado, o gol do CSA seria anulado e o Fluminense poderia fazer 1 a 0.

O Palmeiras reclama que o gol de empate do Grêmio nasceu de uma irregularidade. O arremesso lateral era do Palmeiras e deram para os gaúchos. Infelizmente, as imagens não ficaram claras e o VAR não pode ser utilizado em laterais ou escanteios. Por dedução, acho que o lateral era do Palmeiras.

Rafael Traci apitou Corinthians 2 x Botafogo 0 e foi muito bonzinho com dois jogadores. Os botafoguenses Cícero e Gilson discutiram asperamente e só não se agrediram por interferência dos companheiros. Ambos poderiam ter sido expulsos.

O presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Leonardo Gaciba, disse, quando assumiu, que os árbitros seriam escalados por meritocracia. Então, tá!

Errata: o texto foi atualizado
Foi informado incorretamente que Daronco teria mostrado amarelo para Gustavo Henrique. Ele mandou o jogo seguir e, depois com o VAR, mostrou o vermelho.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Oscar Roberto Godói