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Oscar Roberto Godói

VAR evolui no Mundial em comparação a 2017: "decisões estão mais rápidas"

Bamlak Tessema Weyesa durante o duelo Kashima Antlers e Chivas Guadalajara pelo Mundial de Clubes - Giuseppe CACACE/AFP
Bamlak Tessema Weyesa durante o duelo Kashima Antlers e Chivas Guadalajara pelo Mundial de Clubes Imagem: Giuseppe CACACE/AFP
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

17/12/2018 14h53

Final do ano está chegando e o noticiário futebolístico destacando contratações importantes e imponentes como a do técnico argentino Jorge Sampaoli pelo Santos. Mesmo faltando poucos jogos para o encerramento do Mundial de Clubes da Fifa, como não tem time brasileiro na disputa, o tema arbitragem fica, digamos, menos importante.

Enquanto clubes, jogadores e demais profissionais curtem período, merecido, de férias, os árbitros continuam treinando e se preparando para os testes físicos e teóricos que serão aplicados antes do início das competições estaduais. 

Na competição que encerra o calendário do futebol reunindo clubes de todos os continentes, diante de tanto contraste cultural, e, principalmente técnico, temos que elogiar, até agora, a educação e o respeito entre jogadores e com as decisões da arbitragem. Resta aguardar as participações de Real Madrid e River Plate, para sabermos se a esportividade continuará predominando.

Percebe-se, nitidamente, que a utilização do VAR evoluiu muito do Mundial passado para o atual. As decisões, quando tomadas com apoio da tecnologia, estão sendo rápidas e corretas, não interrompendo demasiadamente o jogo nem as reações de jogadores e torcedores. É um recurso que, ainda, está sendo aprimorado e necessário para que o futebol seja mais justo e honesto com todos os segmentos envolvidos.

Pena que a pausa com os árbitros ou, melhor, com as péssimas arbitragens dura tão pouco. Logo teremos a Copa São Paulo e, tomara, que o ano comece bem para o seguimento que considero o mais importante para que o futebol aconteça. Resta torcer e aguardar. 
 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Oscar Roberto Godói