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Aguirre, o injustiçado, é bem-vindo pelo trabalho e não pelo brilho

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

29/09/2020 11h49

Diego Aguirre, em entrevista ao guapo Rafael Reis, afirmou que já recebeu convites e que pensa em retornar só Brasil, dois anos após ser demitido do São Paulo.

Uma demissão injusta, principalmente pela forma. Faltavam seis rodadas para o término do Brasileiro e o trabalho foi interrompido. Aguirre deveria continuar até o final e seu trabalho ser analisado já pensando em 2019.

Uma demissão estúpida. A ideia era dar um choque no time, que havia empatado com o Corinthians e caído para quinto lugar. A meta era ficar entre os quatro para chegar à Libertadores.

Andre Jardine foi o escolhido para a missão. Um fracasso total. Mas cinco rodadas finais, conseguiu apenas cinco pontos e manteve o quinto posto. E foi eliminado pelo Talheres.

Diego Aguirre é trabalhador, meticuloso e é bem-vindo ao futebol brasileiro. O país sempre recebeu de braços abertos os imigrantes trabalhadores.

Mas, o que ele poderia acrescentar, além de trabalho honesto?

Nenhum brilho. Nada de Sampaoli style.

Aguirre montou um São Paulo de contra-ataque. Time bem fechado e bola para Rojas e Everton. Foi muito bem no primeiro turno, com liderança e 72% de aproveitamento. No segundo turno, a fórmula degringolou. E ele não teve capacidade de fazer algo de novo. O rendimento caiu para 40% e a queda para o quinto lugar.

Foi uma decepção que levou à injusta demissão e à estúpida opção por Jardine.

O clube que contratar Aguirre terá um trabalhador honesto e dedicado. Se quiser inovação e brilho, ficará decepcionado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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