PUBLICIDADE
Topo

Casares: "Farei tudo para manter Igor Gomes até que ganhe um título"

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

11/07/2020 04h00

Vamos continuar a entrevista com Júlio Casares, candidato a presidente do São Paulo.

Por que o São Paulo vende tantos jogadores e continua no vermelho?

A dívida é muito grande e os jovens são bons. As ofertas aparecem e o clube não tem poder de negociação. Sofri com a venda do Morato. Meu sonho seria manter o Igor Gomes por um tempo. Esperar que ele ganhasse um título antes de sair. Vou fazer de tudo, mas é difícil. É preciso renegociar a dívida, ganhar fôlego financeiro, melhorar o marketing para não precisar vender jogadores.

Como você analisa o programa sócio-torcedor?

É muito ruim. Será reformulado para que gere renda ao clube. Haverá bônus na compra de produtos e outras mudanças. E atenderemos também quem mora longe.

Há muitas reclamações pelo serviço apresentado pela Total Acesso, responsável pela venda de ingressos online.

Assim que tomar posse, teremos uma reunião para resolver. No limite, poderá haver rescisão de contrato.

Como será a política de contratação?

O treinador vai detectar uma necessidade e comunicará ao diretor de futebol. Se for para compor elenco, o pedido será rejeitado. A vaga será de alguém da base. Se for para ser titular ou brigar pela posição, buscaremos no mercado. O jogador será analisado por seu histórico de contusões, sua mentalidade vencedora, quanto pode agregar ao grupo, quantos títulos conseguiu. Tudo será feito rapidamente e apresentaremos o nome ao treinador. Não queremos jogadores indicados apenas por um treinador. Ele vai embora e o jogador fica. E não queremos contratações como a do goleiro Jean. Custou um bom dinheiro e atrasou o desenvolvimento do Lucas Perri.

Uma pergunta vinda de internauta. Por que o presidente do Banco Inter ajuda mais o Atlético que o São Paulo?

A questão não é ajudar. É ser parceiro. Os dois se reúnem e mostram suas demandas. O que o patrocinador espera do clube? O que o clube espera do patrocinador? E trabalha-se junto para conseguir os objetivos predeterminados.

Para o basquete continuar, precisa dar lucro?

Não. Precisa se pagar e isso está sendo conseguido. Nosso basquete é um sucesso, tem quadra cheia e está na televisão. Todo patrocinador se interessa por ele. E temos o Georginho, que é um jogador espetacular. Ele deveria ter sua imagem associada ao clube, seria um sucesso.

A Cristiane reclamou muito do tratamento dado ao futebol feminino...

Olha, o trabalho do futebol feminino é bom. Tem bons resultados. Mas é um processo em implantação, são os primeiros passos. Ela poderia ter discutido internamente. Minha ideia é que as jogadoras treinem em Cotia. Lá, os campos são bons. E podem se concentrar lá também.

Para terminar, fale de alguns programas que deseja implantar.

Teremos o setor popular, com 8 mil ingressos vendidos pela metade do preço do ingresso mais barato do dia.

Haverá também dois programas conjuntos: Atleta Free e Camarote dos ídolos. Vamos credenciar 300 ex-jogadores que deram glórias só clube e que vivem em dificuldades. Eles entrarão gratuitamente para sempre. E verão o jogo no camarote. E quem quiser ver o jogo no camarote, poderá conversar com o ídolo, interagir, tirar fotos. Quem tem, pagará por quem não tem e marcou na história do São Paulo.

Menon