PUBLICIDADE
Topo

Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: Ao votar em Neymar, Messi avacalha prêmio que cansou de ganhar

Neymar e Lionel Messi em aquecimento - Justin Setterfield/Getty Images
Neymar e Lionel Messi em aquecimento Imagem: Justin Setterfield/Getty Images
Conteúdo exclusivo para assinantes
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

18/01/2022 04h00

Robert Lewandowski faturou o prêmio de melhor jogador de futebol do mundo. Até aí tudo bem, o polonês do Bayern Munique vem colecionando gols como ninguém há anos. Podemos até discordar aqui ou acolá, desse ou daquele, mas não dá para considerar sua eleição algo absurdo, longe disso.

O colégio eleitoral que elege no prêmio da Fifa é bem diversificado, às vezes estranho e consequentemente tem votos bizarros até. Escolher o atleta favorito, mesmo que não tenha atuado bem na temporada, o amigo, o compatriota o companheiro de time, tudo isso é absolutamente comum, frequente,

Mas essa falta de critério, de compromisso com uma escolha coerente, pensada, inclui até um dos que mais vezes ganharam o troféu, Lionel Messi. O craque argentino selecionou, pela ordem, Neymar, Mbappé e Benzema para o "melhor do mundo". Foi dele um dos três(!) votos recebidos pelo brasileiro.

Fica evidente que o argentino votou em seu colega de Paris Saint-Germain pela amizade entre eles. Neymar não fez rigorosamente nada para ser lembrado de tal forma no período, quando sequer foi o melhor jogador do time francês, ofuscado pelo decisivo e bem mais regular, assíduo, Mbappé.

É o voto da camaradagem, da brodagem, o apoio ao amigo que não está em seu melhor momento. Ao mesmo tempo, o voto que avacalha o próprio prêmio. Se todos votassem como Messi, talvez Messi nunca fosse eleito. Muito mais coerente foram os de Tite: Lewandowski, Salah e Benzema. Ao contrário do craque, o técnico da seleção brasileira levou o concurso a sério.

Siga Mauro Cezar no Twitter

Siga Mauro Cezar no Instagram

Siga Mauro Cezar no Facebook

Inscreva-se no Canal Mauro Cezar no YouTube