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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: Flamengo vence com o povo, para o qual Landim segue sem falar

Presidente do Flamengo, Rodolfo Landim - Alexandre Vidal / Flamengo
Presidente do Flamengo, Rodolfo Landim Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

01/12/2021 04h00

Eram 47.862 torcedores no Maracanã três dias depois da dolorosa derrota para o Palmeiras na final da Copa Libertadores. E esses rubro-negros foram ao jogo contra o Ceará com uma missão: apoiar o time e justificar as músicas de arquibancada que cantam amor incondicional ao clube, em letras que citam apoio até o final. E a tarefa foi seguida à risca.

Assim foi nos 2 a 1 sobre o Ceará que impediram o titulo antecipado do Atlético Mineiro, mera questão de tempo. Mas seria outro golpe nessa torcida magoada sair do estádio sabendo que o eventual resultado negativo daria o troféu ao clube que o disputava com o campeão de 2019 e 2020.

As manifestações dos rubro-negros foram importantes no momento em que ainda são lambidas as feridas de Montevidéu. Feridas provocadas pelos erros crassos cometidos pelos dirigentes, o maior deles, apostar em Renato Gaúcho Portaluppi, que há quatro anos não ganha nada além do Estadual do Rio Grande do Sul.

O técnico que caiu em nove duelos de mata-mata no período e jamais brigou para valer pelo título em pontos corridos é visto como vilão depois da derrota na final, ápice das queixas que vinham de episódios anteriores, como os 2 a 2 com o Grêmio. Mas quem o contratou para comandar o elenco "de R$ 200 milhões" tem maior responsabilidade nisso tudo, evidentemente.

E o chefe dessas pessoas que fizeram tão pífia escolha é o presidente do clube. Acostumado a entrar em campo para erguer troféus e se pronunciar quando o Flamengo ganha títulos, Rodolfo Landim segue em sepulcral silêncio, aparentemente priorizando a eleição de sábado, que deverá lhe dar mais três anos à frente do clube.

Quais os planos para o futebol? Do que se arrepende o presidente? Como ele está agindo para corrigir rotas depois da derrota no Uruguai? Haverá orçamento para um treinador de padrão internacional? Nenhuma dessas perguntas é respondida.

Landim não parece preocupado em falar para os quase 50 mil que estiveram no Maracanã, muito menos para os incontáveis torcedores espalhados pelo país. Sua meta são os votos nas urnas onde pouco mais de 2 mil sócios do clubinho do Leblon o reelegerão, sem direito a qualquer palavra para os milhões de apaixonados pelo clube.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL