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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: São Paulo não se respeitou e Daniel Alves deu um bico no clube

Daniel Alves e São Paulo rompem da pior maneira  - Getty Images
Daniel Alves e São Paulo rompem da pior maneira Imagem: Getty Images
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

10/09/2021 14h36

A narrativa oficial da diretoria do São Paulo é de que Daniel Alves não defenderá mais o clube. Mas antes da decisão anunciada pelo diretor de futebol Carlos Belmonte, o lateral-direito já havia comunicado que não se reapresentaria enquanto não fosse resolvido o imbróglio da dívida que os tricolores têm com ele.

Não, não é o São Paulo que está determinando que Daniel Alves não joga mais com a camisa tricolor, mas Daniel Alves que deixou clara sua decisão de não mais lá trabalhar porque não cumpriram os compromissos financeiros acertados. O discurso oficial tenta colocar o clube saindo por cima, mas ocorre o inverso.

O São Paulo (ainda) de Leco e Raí se aventurou a contratar o atleta como o mais caro do país. Não conseguiu pagar tudo o que deveria, contraiu uma dívida com ele e virou algo como refém do experiente jogador.

Daniel Alves quis jogar as Olimpíadas e foi para o Japão. Em seu canal no YouTube (abaixo), o clube abriu espaço para que ele falasse sobre seu "sonho" olímpico. Tudo ante a incredulidade de parte da torcida, entre decepcionada e revoltada com a situação.

Estamos diante dos efeitos colaterais de mais uma aventura de dirigentes do futebol brasileiro. Com final dos piores e milhões pendentes a depositar na conta do jogador.

Mas se o desfecho fosse feliz e ele levasse o time a títulos, mesmo sem receber tudo o que foi combinado, seria o chamado doping financeiro. Neste caso, o resultado foi inverso, algo humilhante até.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL