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Vexame do Barcelona extrapola questões táticas. Faltou empenho e vergonha

Gerard Piqué na derrota histórica do Barça para o Bayern de Munique  por 8 a 2 - REUTERS/Rafael Marchante
Gerard Piqué na derrota histórica do Barça para o Bayern de Munique por 8 a 2 Imagem: REUTERS/Rafael Marchante
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

14/08/2020 18h48

Desde o começo da partida era perceptível a facilidade encontrada pelo Bayern Munique em suas tramas ofensivas ao redor e no interior da área do Barcelona. Do gol que abriu o placar, com Thomas Müller marcando antes dos quatro minutos de partida, ao desfecho do massacre, por meio de Philippe Coutinho, definindo os 8 a 2 aos 44 da etapa final, praticamente não houve resistência. O time catalão foi a campo entregue.

Que fique bem claro, a passividade de Messi e seus colegas não tira o mérito, o brilho, não desmerece minimamente o esquadrão bávaro. O campeão da Alemanha fez o que se espera de um grande time quando tem a chance de atropelar um adversário, anda mais um rival historicamente forte, muito tradicional, com o qual tem um retrospecto de confrontos. Mas não foi exatamente um teste para os jogadores do clube de Munique.

Não, o Bayern não teve sua real força aferida simplesmente porque duelou contra um oponente que não se opôs, que mal se defendeu. Que deixou os caminhos para sua própria meta livres, como se pusesse um sinal verde em tempo integral para que o time da Baviera acelerasse e fizesse gols e mais gols. Nem absoluta falta de sintonia entre os atletas e o técnico Quique Setién atenuam o papelão visto em Lisboa nesta sexta-feira.

Sobrou futebol ao Bayern Munique. Faltou tudo ao Barcelona, inclusive o mínimo de empenho, de vergonha.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL