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Sem jogar como centroavante, Gabriel Jesus tem seu maior momento na Europa

Gabriel Jesus comemora após marcar - REUTERS/Oli Scarff
Gabriel Jesus comemora após marcar Imagem: REUTERS/Oli Scarff
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

07/08/2020 20h38

Gabriel Jesus foi o mais importante jogador na histórica classificação do Manchester City para as quartas de final da Liga dos Campeões, eliminando o Real Madrid. Na Espanha ele fez um gol e sofreu pênalti na virada (2 a 1). Nesta sexta-feira, na Inglaterra, deu passe para Sterling abrir o placar e marcou o tento da vitória, sempre pressionando a defesa merengue, provocando e aproveitando erros graves de Varane.

O mapa de movimentação do TruMedia/ESPN mostra por onde jogou o camisa 9, que não funcionou como centroavante em ambas as pelejas. Gabriel prefere não ter que jogar enfiado entre os zagueiros, acha melhor poder se deslocar, sair da área, se movimentar, o que não impede o ex-palmeirense de aparecer como homem de área, definidor. Não, o comentado "jogo posicional" de Pep Guardiola não significa jogadores amarrados num pedacinho do campo.

Mapa de calor de Gabriel Jesus nos dois jogos entre Manchester City e Real Madrid na Champions League 2019/2020 - TruMedia/ESPN - TruMedia/ESPN
Mapa de calor de Gabriel Jesus nos dois jogos entre Manchester City e Real Madrid
Imagem: TruMedia/ESPN

Nos dois duelos ele tocou 99 vezes na pelota, 11 dentro da área, recebeu 59 passes, finalizou oito vezes, uma de fora da área, quatro na direção certa e marcou duas vezes. Jogou sem bola, como muito se falava na Copa do Mundo, só que de maneira mais eficaz. Foram três bolas por ele recuperadas, três interceptações, três faltas cometidas e duas sofridas.

Óbvio que o problema de Gabriel na Rússia em 2018 não era o fato de ajudar o time quando o Brasil não estava atacando, mas a maneira como atuava, não fazia gols, nem dava assistência. Nem parecia o atacante que, sob o comando de Guardiola, evoluiu e conseguiu mostrar que pode ser decisivo de diferentes maneiras. Foi o seu melhor momento em três anos e meio de Europa.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL