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Marcel Rizzo


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Conmebol se surpreende com DAZN e pode vender Sul-Americana com desconto

Lance da partida entre Vasco e Oriente Petrolero, em São Januário, pela Copa Sul-Americana-2020. Só dois brasileiros sobraram - Thiago Ribeiro/AGIF
Lance da partida entre Vasco e Oriente Petrolero, em São Januário, pela Copa Sul-Americana-2020. Só dois brasileiros sobraram Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

05/08/2020 14h51

A Conmebol se surpreendeu com a devolução dos direitos da Copa Sul-Americana por parte do DAZN e avalia o que fazer. A plataforma de streaming cogita tentar renegociar o acordo, válido até 2022, por valores menores, mas a confederação sul-americana está disposta a encontrar outro parceiro. Resta saber como.

O blog apurou que a intenção da Conmebol é realizar uma nova concorrência, como foi feito para o ciclo de 2019 a 2022 e que teve como vencedor o DAZN — a empresa detinha a exclusividade para o Brasil da Copa Sul-Americana e da Recopa, confronto que reúne os campeões da Libertadores e da Sula. O fim do acordo foi revelado pelo site "Máquina do Esporte".

Há, porém, pessimismo entre a cartolagem por alguns motivos: primeiro a crise econômica causada pela pandemia, que foi inclusive o motivo alegado pelo DAZN para devolver os direitos da competição. O segundo é que para 2020, ao menos, a Sul-Americana está pouco atrativa para o consumidor brasileiro, com apenas dois times ainda disputando o torneio, o Vasco e o Bahia.

Pelo calendário de retomada dos jogos, paralisados em março por causa da covid-19, a Sul-Americana volta no fim de outubro, portanto a Conmebol tem algum tempo para negociar com interessados. A Libertadores, que retorna em setembro, mantém os contratos para o Brasil inalterados, com Grupo Globo (aberta e fechada), Fox Sports e Facebook.

Caso não consiga abrir uma concorrência pelos direitos, que é hoje o cenário que a Conmebol considera o mais provável, a confederação terá que oferecer o evento, e isso não é bom porque o preço de mercado deve cair bastante — não foi revelado o quanto o DAZN pagou. Em 2019 a Conmebol teve uma receita total com a Sul-Americana de US$ 46,4 milhões (R$ 248 milhões). Grupo Globo e a Disney, dos canais Fox Sports e ESPN, seriam os alvos.

O DAZN não tinha interesse em perder a Recopa, mas, como a competição fazia parte do contrato, não teve jeito. Quem comprar a Sul-Americana terá também direito a decisão de dois jogos. Por tabela, a devolução da Copa Sul-Americana prejudica a RedeTV!, que tinha contrato de sublicenciamento para exibir partidas da competição que não envolviam times brasileiros até o fim da temporada. O contrato não previa multa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Marcel Rizzo