PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Marcel Rizzo


Coronavírus adia Copa América e Conmebol projeta receita 25% menor em 2020

Alejandro Dominguez entrega taça da Copa América-2019 para o capitão do Brasil, Daniel Alves - Juan MABROMATA / AFP
Alejandro Dominguez entrega taça da Copa América-2019 para o capitão do Brasil, Daniel Alves Imagem: Juan MABROMATA / AFP
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

03/04/2020 04h00

Classificação e Jogos

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) projeta receita 25% inferior em 2020 comparada com a que obteve em 2019, segundo o orçamento enviado às associações. Com um detalhe: não estão previstas ainda as perdas financeiras que devem ocorrer pela paralisação e possíveis cancelamentos de competições de clubes, de base e femininas por causa da pandemia do novo coronavírus. Somente a Copa América entrou nessa conta.

A Covid-19 já é a principal responsável pela queda na previsão de faturamento este ano como causa do adiamento da Copa América de 2020 para 2021. O torneio seria realizado na Argentina e na Colômbia e tinha previsão de render mais de US$ 100 milhões (R$ 526 milhões) à confederação.

A Copa América-2019, realizada no Brasil, deu à Conmebol US$ 118,2 milhões (R$ 622 milhões), o que ajudou a turbinar a receita no ano passado. Segundo os números apresentados nesta quinta (2), a entidade faturou no total US$ 509 milhões (R$ 2,68 bilhões), recorde histórico.

A previsão para 2020 é mais modesta. A Conmebol planeja ganhar US$ 375,8 milhões (R$ 1,97 bilhão), a maior parte, US$ 360,6 milhões, oriundo de suas três principais competições de clubes, a Libertadores, a Sul-Americana e a Recopa. Esse é o problema porque, com exceção da Recopa que já ocorreu, os dois outros campeonatos estão paralisados e sem data para retornar.

"A prioridade é a saúde de todos, não temos pressa para voltar nossas competições", disse o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, durante o Congresso por videoconferência realizado na quinta.

Inicialmente a Libertadores está paralisada até a semana de 6 de maio, com três rodadas adiadas. Mas dentro da entidade essa data de possível retorno já é inviável e nos próximos dias a cartolagem deve anunciar a paralisação por um tempo maior. A Sul-Americana segue esse calendário porque é preciso definir a fase de grupos da Libertadores para conhecer os times que vão jogar a segunda etapa da Sula, que recebe times eliminados do outro torneio.

Até duas semanas atrás, a ideia da Conmebol, informada ao governo do Rio, era de manter a final única da Libertadores para 21 de novembro no Maracanã. Agora já não se sabe mais nada.

Marcel Rizzo