Juca Kfouri

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Flamengo sonhou, e Palmeiras não dormiu no ponto

Com os rubros-negros torcendo para os tricolores e os alviverdes apenas para si mesmos, Flamengo x Cuiabá, no Maracanã, e Palmeiras x Fluminense, na casa verde, começaram a jogar pontualmente às 16 horas.

Com os dois estádios cheios, o Flamengo apostava em suas derradeiras chances de ser campeão e o Cuiabá em garantir vaga na Copa Sul-americana.

Já o Palmeiras queria apenas garantir que a conquista do bicampeonato dependia apenas dele mesmo, enquanto o Fluminense, justificadamente, poupava muitos de seus principais jogadores para o Mundial de Clubes, poupando-os do gramado artificial.

No Rio, aos 5 minutos, Luís Araújo tratou de fazer 1 a 0, para que a Nação voltasse os olhos mais para São Paulo, onde, em três minutos iniciais, tanto os anfitriões quanto os visitantes criaram chances de gol.

Aliás, aos 7, quase John Kennedy fez 1 a 0, na segunda chance carioca.

A tarde prometia emoções.

Sem Marcelo, Nino, Ganso, Arias e Cano, o Flu tentava jogar como se todos estivessem em campo, no mesmo modelo.

E o Flamengo não deixava o Cuiabá pegar na bola, empilhando oportunidades de gol, ainda antes do 15º minuto.

Aos 16, em São Paulo, Endrick ganhou de David Braz, livrou-se de Thiago Santos e deu para Breno Lopes fazer o gol, anulado por toque de mão do menino-prodígio.

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Mas, aos 30, valeu!

Zé Rafael lançou Breno Lopes em contra-ataque depois erro de passe de Diogo Barbosa e o centroavante não perdoou: 1 a 0.

Enquanto quatro sonham, o Palmeiras não dorme no ponto.

Aos 40, Mayke e Marcos Rocha combinaram, Rocha cruzou para Breno Lopes e o 2 a 0 foi anulado por suposta saída de bola pela linha de fundo. Certeza não deu para ter.

Seja como for, Palmeiras e Flamengo tinham seus jogos na mão, bem administrados até que os primeiros tempos terminassem, com Pedro ampliando para 2 a 0 a vitória do Mengo, aos 48.

No intervalo dos dois jogos, havia curiosa situação: os pretendentes ao título, com exceção do Palmeiras, torceriam para o Botafogo ganhar do Cruzeiro e assim obrigar o time mineiro a se matar na última rodada, no Mineirão para fugir do rebaixamento, contra o Alviverde, que jogaria pelo empate.

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Keno e André nos lugares de David Braz e Léo Fernandes foram as providências de Fernando Diniz para o segundo tempo.

Depois de desperdiçar mais dois gols no começo da etapa final, o Maracanã viu o assoprador de apito marcar pênalti para o Cuiabá, aos 6 minutos, mas o VAR tratou de fazê-lo anular a marcação.

O mesmo VAR expulsou o estreante Justen de campo por entrada em Piquerez, aos 10, e Martinelli foi para o jogo no lugar de Daniel.

Vanderlan substituiu Piquerez, machucado por Justen.

Calorões no Rio e em São Paulo, jogo decidido no Maracanã, 11 x 10 na casa verde, havia uma certa pasmaceira, quase monotonia, mais na Pauliceia, onde, de qualquer jeito, ainda havia risco do empate para o líder.

Lelê no lugar de Yony Gonzalez porque Diniz queria fazer a maldade, na metade dos 45 minutos finais.

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Abel Ferreira respondeu com Jhon Jhon e Flaco López nos lugares de Endrick e Breno Lopes.

Fazer o 2 a 0 se impunha para não dar sopa para o azar.

Para ser campeão bastaria empatar com o Cruzeiro e até mesmo perder, tamanha a vantagem no saldo de gols para os demais pretendentes.

No Rio, aos 31, o VAR se meteu onde não foi chamado e convenceu o assoprador sem personalidade a marcar um pênalti depois de quase cinco minutos de paralisação e Clayson diminuiu: 2 a 1.

Foi pênalti? Não, não foi e mesmo que tivesse sido a não marcação estava longe de ser erro crasso.

Filipe Luís se despedia do Flamengo, jogando bem e com vitória, como merecia. Ovação.

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Ayrton Lucas o substituiu, assim como Bruno Henrique entrou no lugar de Cebolinha.

Quase 30 mil torcedores na casa verde sem capacidade plena por causa de show de música e mais de 63 mil no Maracanã.

Jhon Jhon, aos 40, viu Fábio evitar gol dele e o 2 a 0 tranquilizador não saía.

Sete minutos de acréscimos no Maracanã só se justificavam por má consciência do assoprador, porque, na batata, no mínimo, dez.

Em São Paulo estava de bom tamanho.

São Paulo que terá muita gente comemorando o bicampeonato seguido do Palmeiras na quarta-feira que vem, no Mineirão.

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Comemoração final que começou hoje mesmo no estádio.

Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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