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Conmebol cita vergonha, minimiza interdição e descarta novo adiamento

Estádio Monumental de Nuñes foi interditado no fim de sábado. Conmebol garante final - Xinhua/Martín Zabala
Estádio Monumental de Nuñes foi interditado no fim de sábado. Conmebol garante final Imagem: Xinhua/Martín Zabala

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em São Paulo

25/11/2018 01h42

Aproximadamente cinco horas após confirmar o adiamento do segundo jogo da final da Copa Libertadores da América entre River Plate e Boca Juniors, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, se pronunciou de maneira oficial em relação ao que chamou de “vergonha”.

No início da madrugada deste domingo (25), através de sua conta pessoal no Twitter, o cartola lamentou o ataque sofrido pelo ônibus do Boca e os ferimentos causados em jogadores. O ataque provocou o adiamento da partida para as 18h (de Brasília) deste domingo.

“Um dia triste para o futebol sul-americano. A Conmebol se solidariza com jogadores, familiares e envolvidos. O que deveria ser um evento esportivo para viver, desfrutar e compartilhar o melhor do futebol sul-americano tornou-se uma vergonha”, pontuou o mandatário da entidade.

No comunicado, Domínguez ignorou a interdição do estádio Monumental, fato que deixaria a partida adiada de sábado para domingo sem local definido, tratou a final como algo já confirmado e pediu cooperação para identificar e punir os vândalos que atacaram os “xeneizes” com copos, garrafas, pedras e pedaços de paus.

Questionados pelo UOL Esporte, membros da cúpula da Conmebol que estiveram ao lado de Domínguez durante as postagens informaram que o presidente ignorou a interdição por já ter a informação que o fato não impedirá a realização do jogo.

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De acordo com dirigentes da Conmebol ouvidas pela reportagem, a mesma autoridade que interditou o Monumental de Nuñez – a Agência Governamental de Controle de Buenos Aires – informou aos cartolas que trata-se apenas de uma suspensão administrativa, o que não afetaria no funcionamento do estádio.

Ônibus do Boca Juniors atingido - Reprodução - Reprodução
Ônibus do Boca foi atingido. Estilhaços atingiram jogadores e final foi adiada
Imagem: Reprodução

Basta que o River pague a multa estipulada e se comprometa a não colocar mais gente que o permitido no Monumental - leia-se superar sua capacidade oficial. O clube mandante, por sua vez, informou a autoridades e confederação que assim fará.

Diante disso, dirigentes de Conmebol, River Plate e Boca Juniors já descartaram um novo adiamento do jogo por uma possível falta de local. Nas palavras dos dirigentes da Confederação, não há hipótese de que o estádio esteja fechado neste domingo (25).

Confira as palavras do presidente da Conmebol na íntegra:

“Um dia triste para o futebol sul-americano. A Conmebol se solidariza com jogadores, familiares e envolvidos. O que deveria ser um evento esportivo para viver, desfrutar e compartilhar o melhor do futebol sul-americano tornou-se uma vergonha; condena os atos violentos e criminosos que colocaram vidas em risco, atentaram contra o sustento de atletas profissionais, afetaram milhões de bons torcedores e envergonharam seu clube, seu futebol, seu país e seu continente; exige das autoridades competentes ação imediata e toda a sua colaboração para identificar, capturar e processar os responsáveis. Esses fatos não podem ficar impunes. Os responsáveis devem receber o peso total da lei e a rejeição da sociedade; apela aos órgãos responsáveis para se reforce os protocolos e redobre os esforços para garantir a ordem pública e a segurança dos jogadores, comissões técnicos e fãs na final deste domingo; faz um chamado para que neste domingo se viva um domingo de paz, com respeito pelo rival e mostrando a melhor cara da América do Sul para o mundo. Convidamos todos os fãs para que compartilham os valores do fair play [jogo limpo]. Peço a todos os personagens envolvidos no futebol sul-americano que estabeleçam uma prioridade e unam esforços para identificar, entender e combater as causas e os atos de violência que mancham nosso futebol a cada ano”.

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