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Gaúcho - 2019

Inter revive drama sem Leandro Damião e procura reverter seca de gols

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

29/01/2019 04h00

O filme de 2018 se repete no início de 2019 do Inter. Se antes o problema era a ausência de Leandro Damião por lesão ou eventuais cartões, agora com a saída do jogador, que se transferiu para o futebol japonês, a preocupação é com o rendimento dos substitutos.

Até agora, três jogadores foram utilizados no comando de ataque. O primeiro foi quem se saiu melhor na única vitória da temporada. O jovem Pedro Lucas, de 20 anos, foi quem mais se aproximou do ex-titular pelas características de jogo. Deu profundidade ao time considerado mais longe do titular, na abertura dos jogos oficiais do ano, e criou bons espaços, tanto para companheiros quanto para finalizações próprias. Com esta contribuição, veio o único triunfo até então. 

No time "ideal", que disputou o segundo jogo oficial da temporada, o titular é William Pottker. A exemplo do que ocorreu em alguns momentos de ausência de Damião em 2018, foi o ex-Ponte Preta que atuou mais adiantado. 

Mas as características dele são bem diferentes das que o Inter se habituou a ter com na posição com Damião. Pottker procura o lançamento longo para utilizar a velocidade, não se apresenta para a tabela curta ou a jogada de pivô e também não possui imposição física para disputar jogadas pelo alto. 

Contra o Pelotas, sobraram lançamentos e erros, e os espaços foram escassos. Faltou principalmente retenção de bola para dar tempo do avanço da linha de meio. Como Pottker procura a jogada pessoal, seu ímpeto de busca pelo gol não retarda a conclusão da jogada para aproximações. Ainda que ele tenha participado diretamente do gol, com um chute cruzado que acertou a trave e acabou rebatendo em um adversário, que marcou contra, a criação esteve basicamente com Nico López. 

"Confiamos na comissão técnica. É claro que nos incomoda ter feito poucos gols. É normal até certo ponto, iníciod e temporada. Mas no Gauchão normalmente se tem uma gordura para queimar, o problema é que estamos queimando rápido demais e agora temos que ligar o alerta para isso", disse o meio-campista Edenílson. 

No último domingo, contra o São José, um novo jogador ocupou o posto. Foi Rafael Sobis quem esteve mais perto do gol do adversário desde o início da partida. Porém, a exemplo de Pottker, o ídolo também não é centroavante de ofício.

Diferente do companheiro, Sobis não procura a jogada em velocidade, mas retorna para tramar com os meias. Formado como um segundo atacante, procura aproximação pelo centro, algo semelhante ao que faz Nico López quando atua por ali. 

O problema é que isso traz consigo a linha defensiva adversária e congestiona o setor criativo do time. Novamente, o Colorado pouco produziu. Até mesmo nos minutos finais, com a entrada de Tréllez, o quadro permaneceu inalterado. 

"Temos que nos adaptar o mais rápido possível. O que te deixa fazer os testes são os resultados, senão não tem paciência. Os resultados não vieram e dá impressão que os testes não estejam funcionando. Mas vamos deixar para a comissão fazer os encaixes e vamos tentar dar sempre o melhor", acrescentou Edenílson. 

Com uma vitória e duas derrotas em três jogos até agora e com apenas o zagueiro Emerson Santos indo às redes pelo Inter, já que o gol feito contra o Pelotas foi contra, Odair Hellmann promete mudanças no time para o jogo contra o Veranópolis nesta quarta-feira. Tréllez pode começar jogando, e Patrick pode perder vaga no meio. A urgência de evolução ofensiva se apresenta logo no início do ano para o Colorado.