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Vice da Lusa pede demissão e disse que já sabia que jogo ia ser paralisado

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

18/04/2014 20h05

Orlando Cordeiro de Barros afirmou nesta sexta-feira que não é mais vice-presidente jurídico da Portuguesa. Mais do que isso. Ele avisou que já sabia que a partida seria paralisada caso a equipe do Canindé entrasse em campo para enfrentar o Joinville na abertura da Série B.

Em entrevista ao UOL Esporte, Orlando passou a recomendação a seus superiores que o time não deveria entrar em campo. Nesta sexta-feira, aos 17 minutos do 1º tempo, a partida foi paralisada por ordem da Justiça. Os jogadores da Portuguesa desceram para o vestiário imediatamente.

“Eu não estou acompanhando direito o que aconteceu, estou sem televisão. Eu já sabia que isso ia acontecer, eu avisei que isso aconteceria. Porque decisão judicial é para ser cumprida, você não desafia. O delegado que mandou a partida está só cumprindo a ordem que passaram. Se a liminar não foi cassada, como você entraria em campo?”, questionou.

“Eu pedi demissão via imprensa, não foi para o presidente. Eu avisei que estou saindo pela imprensa. Isso porque o time entrou em campo porque ele (presidente) mandou. Mas eu avisei que isso não poderia acontecer. Foi contra a minha vontade”, completou.

A Portuguesa ignorou liminar judicial e entrar em campo na primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. No entanto, isso não foi suficiente para que o jogo contra o Joinville acontecesse sem traumas. A decisão chegou às mãos do quarto árbitro, e o jogo desta sexta-feira foi interrompido aos 17min do primeiro tempo.

A liminar foi concedida pela juíza Adaísa Bernardi Isaac Halpern, da 3ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, em São Paulo. A decisão é fruto de uma ação movida pelo torcedor Renato de Britto Azevedo, que contesta punição que a Portuguesa recebeu no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

"Em face do exposto, concedo a antecipação de tutela e o faço para suspender os efeitos da decisão proferida pelo STJD em relação à Associação Portuguesa de Desportos, com o restabelecimento dos quatro pontos que lhe foram retirados", escreveu a juíza na decisão.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) chegou a pedir reconsideração, mas a juíza negou. Por causa disso, a Portuguesa enviou à entidade nacional na quinta-feira um pedido para adiar o jogo contra o Joinville.

Até o início do duelo, a CBF não havia respondido (em parte, o silêncio deve-se ao recesso do feriado da Páscoa). Portanto, para evitar uma punição no âmbito esportivo, a Portuguesa decidiu ir a campo.

Durante o jogo contra o Joinville, a decisão judicial chegou ao delegado responsável pela partida. Por causa disso, o confronto foi interrompido aos 17min do primeiro tempo. A Portuguesa retirou o time de campo, e todos os atletas foram para o vestiário.

"Se essa liminar for cassada na terça-feira, automaticamente a Portuguesa perderá os pontos. A Portuguesa devia jogar e depois verificar a legalidade", disse Nereu Martinelli, presidente do Joinville, em entrevista ao "Sportv".

Entenda o caso Portuguesa

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