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TJD marca julgamento do Ba-Vi e intima repórteres para testemunhar

Briga generalizada no clássico entre Bahia e Vitória - MARGARIDA NEIDE/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO - MARGARIDA NEIDE/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: MARGARIDA NEIDE/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

23/02/2018 14h14

O julgamento do polêmico clássico entre Vitória e Bahia já tem data para acontecer: ele foi marcado pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD-BA) para a próxima terça-feira (27), às 18h.

No julgamento estarão em pauta o próprio Vitória, acusado de encerrar a partida de ‘forma intencional’, o técnico Vágner Mancini, o supervisor Mário Silva e 12 jogadores, sendo oito do Vitória (Kanu, Denílson, Rhayner, Yago, Fernando Miguel, Bruno Bispo, Ramon e André Lima) e quatro do Bahia (Vinícius, Edson, Rodrigo Becão e Lucas Fonseca).

A Procuradoria ainda intimou dois repórteres da TV Bahia como testemunhas. Segundo apurou o UOL Esporte, eles serão ouvidos, especificamente, para a denúncia a André Lima e o supervisor Mário Silva, que estariam envolvidos em uma suposta ordem para a última expulsão, de Bruno Bispo. A emissora acusou o atacante de servir como ‘pombo correio’ entre o supervisor e o técnico Vágner Mancini, que teria pedido a seu jogador para receber o segundo amarelo.

Edital do julgamento do Ba-Vi - Reprodução/Site oficial da FBF - Reprodução/Site oficial da FBF
Imagem: Reprodução/Site oficial da FBF

Vitória: Procurador é tricolor e irresponsável

Na última quinta-feira (22), o Procurador Hermes Hilarião Teixeira Neto, do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD-BA), ofereceu denúncia contra os envolvidos na confusão do Ba-Vi e irritou a cúpula do Vitória, que classificou a atitude de Hermes como ‘irresponsável’ e ainda o acusou de ser torcedor do Bahia.

Ricardo David, presidente do Vitória - Maurícia da Matta/E.C. Vitória - Maurícia da Matta/E.C. Vitória
Imagem: Maurícia da Matta/E.C. Vitória
“Atitude descabida, absurda, arbitrária, desproporcional, tendenciosa, para não dizer irresponsável, de um procurador do TJD que não tem a intenção que devia ter, um torcedor declarado do Bahia”, disse o presidente rubro-negro em entrevista ao UOL Esporte.

Ricardo David se disse tranquilo quanto ao resultado do julgamento e vê como impossível um suposto descenso do Vitória para a segunda divisão.

“Eu não tenho dúvida do resultado disso, o Vitória não será punido, absolutamente. Os atletas, obviamente, claro. Aí fica por questão de interpretação, foram citados na súmula, não temos nada a declarar sobre isso. Mas punir a instituição com exclusão e segunda divisão. Isso é de uma responsabilidade sem precedentes de alguém tendencioso”, acrescentou.

VEJA TODAS AS DENÚNCIAS OFERECIDAS

INFRATORES – FATO – PENA LIMITE

Vitória - Provocar suspensão do jogo causando prejuízo desportivo a terceiros – Desclassificação do Campeonato Baiano 2018, Rebaixamento para a Série B do Campeonato Baiano, multa de até 100 mil

Vágner Mancini – Fere ética disciplinar/suspender jogo – 01 a 06 partidas

Kanu – Agressão + ameaça – 100 reais a 100 mil + 04 a 12 partidas

Yago – Agressão – 04 a 12 partidas

Denílson – Agressão – 04 a 12 partidas

Rhayner – Agressão – 04 a 12 partidas

Edson – Agressão – 04 a 12 partidas

Rodrigo Becão – Agressão – 04 a 12 partidas

Fernando Miguel – Ato hostil – 01 a 03 partidas

Lucas Fonseca – Empurrar com força excessiva pescoço / ato desleal e hostil – 01 a 03 partidas

Vinicius – Comemorar com gestos obscenos – 02 a 06 partidas

Bruno Bispo – Fere ética disciplinar / suspender jogo – 01 a 06 partidas

André Lima – Fere ética disciplinar / suspender jogo – 01 a 06 partidas

Ramon – Fere ética disciplinar / suspender jogo – 01 a 06 partidas

Mario Silva (supervisor) – Fere ética disciplinar / suspender jogo – 01 a 06 partidas

Vitória quer placar de 1 a 1 até o julgamento

Na última quarta-feira (21), o Vitória entregou ao Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD) um recurso contra a decisão da Federação Bahiana de Futebol (FBF) de aplicar o triunfo por 3 a 0 a favor do Bahia no clássico. O Vitória espera que a FBF mantenha na tabela o placar construído na partida (1 a 1), e não o de W.O. A análise rubro-negra é de que não houve clareza na regra adotada pela FBF para determinar o Bahia como vencedor.

Relembre o que aconteceu no confronto

A partida foi encerrada antecipadamente porque o Vitória ficou com apenas seis jogadores em campo - um time precisa ter ao menos sete para seguir jogando. Kanu, Rhayner, Denilson, Uillian Correia e Bruno Bispo, do Vitória, levaram vermelho. No Bahia, os expulsos foram Lucas Fonseca, Vinícius, Rodrigo Becão e Edson, sendo que os dois últimos estavam no banco.

Denilson abriu o placar para o Vitória no 1º tempo. A briga começou quando Vinicius, do Bahia, fez o gol do empate, no 2º tempo. Ele converteu a penalidade e fez uma dança de "créu" na comemoração, em frente à torcida rubro-negra, o que irritou os jogadores do Vitória. Com isso, uma briga generalizada teve início e fez com que a partida ficasse paralisada por 16 minutos.

Depois da briga, a partida foi reiniciada, mas durou pouco. Primeiro, Uillian Correia foi expulso por fazer falta dura em Zé Rafael. Depois, Bruno Bispo também recebeu o cartão vermelho por chutar a bola para longe e retardar uma cobrança de falta e deixou o Vitória com apenas seis jogadores em campo, o que fez o árbitro encerrar a partida aos 34min do segundo tempo. Agora, caberá aos auditores da comissão disciplinar do TJD-BA julgarem se as expulsões foram ou não propositais.