PUBLICIDADE
Topo

Gigante do futebol americano aparece como sósia de sertanejo e com bolacha no Pânico

Dhiego Taylor, reputação de melhor da sua posição e de fanfarrão fora de campo - Arquivo pessoal
Dhiego Taylor, reputação de melhor da sua posição e de fanfarrão fora de campo Imagem: Arquivo pessoal

Bruno Freitas

Em São Paulo

12/07/2011 12h00

Ele é um dos melhores jogadores de futebol americano nascidos no Brasil, mas tem se tornado célebre dentro e fora da comunidade dos brutamontes através de curiosidades de vida e comportamento, como a habilidade de equilibrar bolachas na testa para depois devorá-las e a aparência que lembra o cantor sertanejo Fabiano (da dupla com César Menotti).

Principal contratação do Vila Velha Tritões para a temporada da liga brasileira de futebol americano, Dhiego Taylor leva ao Espírito Santo a reputação de melhor center do país, na posição da linha ofensiva responsável pela proteção do quarterback (lançador) e pelo snap, o movimento inicial por baixo das pernas que inicia as jogadas. Mas outros ingredientes concentram a atenção sobre ele.

  • Arraste a seta vermelha e compare o visual de Dhiego Taylor com o de Fabiano

O jogador de ataque também começa a temporada deste ano como aquele cara que, se por acaso desejar, consegue se passar pelo cantor Fabiano sem muito esforço por onde circular.

"É complicado, ele é mais gordo do que eu. Bem mais alto. Mas pelo cabelo, pela barba, quem vê de longe confunde. No Ano Novo em Santos, eu fui parado umas cinco vezes pelas pessoas. Diziam: 'Tira foto comigo'. Eu falava que não era o Cesar Menotti [na verdade é mais parecido com Fabiano]. Mas vira e mexe estou na rua, andando na avenida da praia, e escuto alguém falar: 'Olha lá o Cesar Menotti'", diz, sobre a semelhança com o sertanejo.

DHIEGO NO DESAFIO DO PÂNICO NA TV

Dhiego também é o sujeito que virou atração na TV recentemente em razão do desafio da bolacha do Pânico, com o vídeo amador gravado por amigos que fez grande sucesso na internet depois da aparição na RedeTV!.

"No meio do programa, já me chamaram de primo do Bola. Depois me desclassificaram, por causa do César Menotti. Falaram que dupla sertanejas só podem participar do desafio juntas", relata sobre o instante de celebridade na TV, que ajudou a erguer o lado alternativo da sua fama no futebol americano.

Desenhista de tirinhas, Dhiego também criou um blog na internet para divulgar seu trabalho, o Coisas do Gordo. No entanto, o espaço na web acabou se tornando popular depois que o jovem começou a detalhar sua dieta reforçada de jogador de futebol americano, de pavê de chocolate a feijoada.

Esse tipo de comportamento faz de "Dhiego Gordo" uma figura folclórica e querida na comunidade do futebol americano nacional. Tanto que, depois de uma séria lesão no joelho (rompimento do ligamento cruzado anterior) praticando o seu esporte, o center pensou em nunca mais voltar a jogar, mas acabou demovido da ideia após uma verdadeira comoção entre amigos de várias equipes.

  • Arquivo pessoal

    Jogador dos Tritões costuma mostrar as suas aventuras gastronômicas no blog Coisas do Gordo

"Quando eu me machuquei, fiquei dez meses parado, não queria mais voltar a jogar futebol americano. Mas todos meus amigos do Brasil diziam que eu não podia desistir, que eu era importante fora de campo para a galera", afirma.

Eleito o melhor jogador de ataque no país em 2008 e 2009, Dhiego Taylor já defendeu o São Paulo Storm e o Corinthians Steamrollers, quando praticamente bancava de seu bolso a presença no esporte, com gastos de equipamento e deslocamento.

Mas hoje, como reforço dos Tritões de Vila Velha, o jogador de Santos desfruta de uma situação rara de privilégio no futebol americano nacional. O time do Espírito Santo conta com suporte da prefeitura local e pôde até oferecer ao badalado center um lugar para morar.

"Fui ver a final do torneio Touchdown na Vila Belmiro. Fui no hotel onde estavam meus amigos dos Tritões. Lá começou aquelas conversas.  O time tem um apoio excelente da prefeitura. Gostei demais do time, da linha de ataque, da organização", conta. "Juntei o útil ao agradável. Estou super feliz, me sentindo em casa no Vila Velha. Minha estreia foi boa, não estou sentindo o joelho", emenda.

1,95 m e 154 kg: O BEBÊ DA MAMÃE

Aos 24 anos, Dhiego Taylor tem uma fisionomia das mais comuns entre jogadores de futebol americano. O atleta de linha ofensiva não costuma passar despercebido onde anda, graças aos seus 1,95 m e 154 kg. Mesmo com essas dimensões avantajadas, é tratado como o bebê da mamãe, com quem tem uma relação das mais especiais.

"Acho que ela assistiu a dois ou três jogos só. Mas tem um caso engraçado. Uma vez, rolou uma pilha de jogadores de ataque com a defesa. Eu estava atrás da pilha, ajudando a separar, mas ela achou que eu estava ali embaixo. Invadiu o campo, gritando 'meu bebê, meu bebê'. Eu disse para o pessoal: 'É a minha mãe'. Todo mundo acabou rindo. Disse para a mãe de um amigo segurar ela do lado de fora. Mas é mais ou menos isso: toda vez que um magrinho se machuca ela já acha que sou eu", conta o jogador do Vila Velha Tritões.

 

Esporte