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Vitor Guedes

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Rafael Ramos convence grupo corinthiano de sua inocência

Rafael Ramos garante que não chamou Edenilson de macaco; Edeniilson está convicto de que ouviu a ofensa racial - Silvio Avila/Getty Images
Rafael Ramos garante que não chamou Edenilson de macaco; Edeniilson está convicto de que ouviu a ofensa racial Imagem: Silvio Avila/Getty Images
Vitor Guedes

Vitor Guedes é jornalista e professor universitário pós-graduado em Português, Língua e Literatura pela UMESP, autor do livro "Paixão Corinthiana", com passagens por Jovem Pan, Lance!, Site do Corinthians, BandNews FM, Agora São Paulo, FAPSP e UNG. Com Copas do Mundo, Mundial Libertadores, Brasileiros e dezenas de Paulistas no currículo, Vitor Guedes é 1977, pai do Basílio, ZL e, atualmente, é colunista do UOL Esporte e comentarista do Baita Amigos no Bandsports

Colunista do UOL

16/05/2022 16h56

Preso por injúria racial ao colorado Edenilson na noite do último sábado e liberado após o pagamento de uma fiança de R$ 10 mil, Rafael Ramos está com a delegação corinthiana na Argentina.

Mesmo sem possibilidade de atuar nesta terça contra o Boca Juniors (o lateral-direito não está inscrito na competição), o jogador, que pela programação original voltaria de Porto Alegre para São Paulo, seguiu com a delegação para Buenos Aires por decisão administrativa.

A coluna apurou que líderes do elenco corinthiano, entre eles, negros, mas não só negros, questionaram Rafael Ramos diretamente sobre o fato de ser acusado por Edenilson (ex-corinthiano que atuou com alguns atletas que ainda estão no grupo) de tê-lo chamado de "macaco".

E, segundo os relatos, Rafael Ramos "se manteve firme, sem gaguejar, sem titubear, sem ficar nervoso e, de forma bastante clara e convicta, reiterou a todo o grupo que não chamou em nenhum momento Edenilson de macaco e que não é racista".

O fato é que o Corinthians, publica e internamente, jamais duvidou da palavra de Edenilson. Mas a diretoria avalia que (ao contrário do caso envolvendo Danilo Avelar, em que viu razão para ceder à pressão da torcida e afastar imediatamente o jogador que agiu de forma racista na internet) não há também motivos para desacreditar da versão de seu atleta e que não pode condená-lo de antemão,

A versão, sustentada por Rafael Ramos, de que o seu sotaque português tenha sido mal interpretado por Edenilson é considerada verossímil nos bastidores corinthianos.

Ontem, o Ministério Público pediu o arquivamento da investigação que apura de denúncia de estupro contra Robson Bambu. Nesse caso, o Corinthians já tinha reintegrado o jogador por ter acreditado na versão do atleta e não optou em condená-lo por antecipação.

São casos diferentes, embora ambos envolvam acusações de crimes hediondos. A semelhança está no fato de que o Corinthians não se considera capaz de se colocar no papel de juiz e antecipar a absolvição ou a acusação.

A posição do Corinthians, pois, é aguardar. Se o jogador for absolvido durante o processo, como aconteceu com Bambu, a vida segue normalmente. Agora, caso seja comprovada a acusação e o atleta seja condenado, o clube encaminharia a rescisão para o departamento jurídico.

Eu, Danilo Lavieri, Patrick Mesquita e Jeremias Wernek debatemos mais o assunto na live do Danilo e do Vitão no UOL Esporte.

No próprio sábado, logo após a partida, na live do Corinthians que apresento em dupla com Ricardo Perrone, já deixei clara a minha posição, que reitero e reproduzo novamente: eu, Vitor Guedes, cidadão, jamais duvido da palavra da vítima por antemão. O que não significa, óbvio, condenar Rafael Ramos por antecipação.

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis no UOL!

Veja:

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