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Tales Torraga

Advogado isenta família e culpa enfermeira por morte de Diego

Tales Torraga

Jornalista e escritor, Tales Torraga nasceu em Mogi das Cruzes (SP), mas é, segundo os colegas, "mais argentino que os próprios argentinos". Morou em Buenos Aires e Montevidéu, girou pela imprensa brasileira e portenha e escreveu 15 livros ? o último deles, Copa Loca, é sobre a...Argentina nos Mundiais.

Colunista do UOL

27/11/2020 06h46

Advogado e representante de Diego Maradona nos últimos anos, Matías Morla postou ontem (26) uma dura mensagem chamando de "idiotice criminal" o que ele considerou um descuido nas atenções ao craque morto na última quarta-feira. Parecia que seria o começo de uma longa briga entre ele e a família por dinheiro e por futuros bens relacionados ao Diez, mas não.

A coluna apurou que Morla, na verdade, quer pegar pesado com a enfermeira contratada para vigiá-lo na sua manhã fatídica e que não o socorreu.

Morla -                                 REPRODUÇÃO/ TWITTER                             -                                 REPRODUÇÃO/ TWITTER
Matias Morla era o advogado do craque argentino.
Imagem: REPRODUÇÃO/ TWITTER

O advogado entende que houve uma desatenção porque ninguém esteve com ele no momento de sua morte. A família contratou uma equipe de enfermaria para ficar 24 horas no local, e que na troca de turno não houve o cuidado necessário. De acordo com as investigações, sabe-se que a última pessoa a ver Maradona com vida foi o seu sobrinho, Johnny Espósito, às 23h de terça (24). Neste instante, na casa havia também uma cozinheira e um segurança.

O jornal "Clarín" que está agora nas bancas de Buenos Aires informa que a troca de turno ocorreu às 6h30 de quarta, citando o nome de um enfermeiro que deixava o posto (Ricardo) e outra (Gisela) que assumia seu lugar. Ambos prestaram depoimentos, mas ainda não se sabe o teor dos relatos, assim como o sobrenome dos profissionais.

Às 11h30 de quarta, quando o psicólogo, Carlos Díaz, e a psiquiatra, Agustina Cosachov, entraram no quarto de Maradona, ele já não apresentava sinais vitais, e segundo o jornal "La Nación", foi a enfermeira Gisela que tentou reanimar o craque. Ainda de acordo com o diário, a autópsia que será divulgada hoje vai revelar como 12h00 a hora oficial da sua morte.

O que se sabe é que Maradona queria fazer tudo da sua maneira, desobedecendo muitas vezes as orientações dos profissionais ao seu redor. Foi assim que ele recusou a presença da filha mais nova, Jana, de 24 anos, que se ofereceu para morar com ele, o que o Diez por fim não quis.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.