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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Federer finalmente faz sua aparição no saibro, e convém prestar atenção

Reuters
Imagem: Reuters
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

18/05/2021 04h00

Roger Federer passou por duas cirurgias no joelho direito e ficou mais de um ano sem competir. Seu retorno aconteceu no ATP 250 de Doha, em março, mas não foi uma volta-volta. O suíço não seguiu no circuito mundial. Preferiu não disputar os Masters 1000 de Miami, Monte Carlo, Madri e Roma. Seguiu trabalhando em sua reabilitação, pulando quase toda temporada europeia de saibro, e decidiu voltar agora, em casa, no ATP 250 de Genebra. Um evento de menor porte, mas quase colado em Roland Garros, o que significa que suas sensações esta semana serão determinantes para sua participação em Paris.

Não, Federer não falou - pelo menos abertamente - sobre as chances de não disputar Roland Garros, mas o esperado inicialmente era que o suíço jogasse pelo menos um dos Masters do saibro (Monte Carlo, Madri ou Roma). O torneio da capital espanhola, com condições de jogo mais rápidas e partidas habitualmente mais curtas, seria o lugar ideal, mas não foi essa a opção de Roger. Por isso, convém não descartar o cenário em que ele não se sentirá pronto para jogar um torneio em melhor de cinco sets - algo que não acontece desde janeiro do ano passado.

Atual número 8 do mundo, Federer é o cabeça de chave número 1 do torneio e, por isso, tem o direito de estrear já nas oitavas de final, o que vai acontecer nesta terça-feira, por volta das 11h (de Brasília). A chave, porém, não é tão fraca quanto o rótulo "250" pode sugerir. O cabeça 2 é Denis Shapovalov, que teve match points diante de Rafael Nadal na última semana, em Roma. O torneio também conta com Casper Ruud, Grigor Dimitrov, Fabio Fognini, Marin Cilic, Marton Fucsovics e outros nomes interessantes e fortes.

O primeiro adversário de Roger será o espanhol Pablo Andújar (#75), 35 anos, que estreou com vitória sobre Jordan Thompson por 6/0 e 6/4. É um veterano que não é o típico saibrista de trocas longas e bolas mais altas, mas é um atleta que pode causar problemas do fundo de quadra. Caso siga adiante, Federer vai enfrentar nas quartas o vencedor da seção que tem Cilic, Stricker, Fucsovics e Laaksonen. Na semi, pode encarar o jovem promissor Casper Ruud, que vem mostrando um ótimo nível a terra batida e foi semifinalista em Monte Carlo e Madri. Pode ser o primeiro grande teste do suíço no saibro em 2021. Vale ficar de olho na chave.

Coisas que eu acho que acho:

- Mesmo que esteja em grande forma, o que não é lá muito provável devido ao tempo de ausência, Federer não será o favorito em Roland Garros. Normal. Ainda assim, se optar por competir em Paris, é justo acreditar que o suíço terá tênis suficiente para derrubar nomes grandes e fazer diferença na chave.

- É bom saber: o ATP 250 de Genebra tem transmissão na ESPN. Até quarta-feira, o canal exibirá as partidas no ESPN App/Watch. A partir de quinta, o torneio entra na grade da TV.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL