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Paris: Nadal, Zverev e Raonic fortes nas quartas; Wawrinka é incógnita

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Imagem: Reuters
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

06/11/2020 08h33

Se Rafael Nadal começou o Masters 1000 de Paris sabendo que tinha uma rara chance de finalmente conquistar o torneio, pouca coisa mudou desde então. A janela segue aberta, mas Alexander Zverev segue vivo na chave de cima e significa perigo. Além disso, Milos Raonic vem fazendo belíssimo torneio, entupindo a capital francesa de aces nesta semana.

Rafa fez sua parte, o que acabou se mostrando nada simples. Primeiro, teve de virar um jogo contra um Feliciano López com saque calibrado. Em muitos momentos, o duelo parecia uma disputa de pênaltis, com Nadal tentando adivinhar a direção do saque do rival. O número 2 do mundo acabou levando e melhor no tie-break do segundo set para se manter vivo e, depois, abriu a parcial decisiva com uma quebra - e foi isso que fez a diferença: 4/6, 7/6(5) e 6/4. Na segunda rodada, contra um consistente Jordan Thompson, Nadal teve a vantagem de poder jogar mais ralis e aproveitou: 6/1 e 7/6(3). Nas quartas, o veterano vai encarar Pablo Carreño Busta, um rival mais forte, mas também alguém que não tem um saque dominante, o que é bom para Nadal em um piso tão rápido quanto o de Paris.

Alexander Zverev, o cabeça 4, também fez o seu competentemente. Passou fácil por Kecmanovic (6/2 e 6/2) e, depois, venceu um jogo de margens mínimas contra Adrian Mannarino: 7/6(11), 6/7(7) e 6/4. Chega às quartas com o mérito de não ter se abalado com os problemas extraquadra (anúncio da gravidez de uma ex-namorada e acusação de violência doméstica por outra ex) nem com o match point perdido no segundo set. Além disso, leva nas costas dez vitórias seguidas (as oito primeiras vieram nos ATPs 250 de Colônia I e Colônia II).

Nas quartas, Sascha fará um duelo intrigante com o sempre perigoso Stan Wawrinka. Nesta quinta, o suíço derrubou, de virada, Andrey Rublev, que somava 11 triunfos consecutivos (foi campeão do 250 de São Petersburgo e do 500 de Viena): 1/6, 6/4 e 6/3. Stan não vem mostrando um tênis consistente na temporada, mas esteve afiado o bastante contra Rublev e se aproveitou do desgaste maior do russo, que competiu na semana passada inteira. Zverev venceu as três partidas que fez contra Wawrinka, mas o teto para o tênis do suíço é altíssimo. É duro cravar qualquer coisa aqui.

Na chave de baixo, as quartas de final têm Schwartzman x Medvedev e Raonic x Humbert. Destes, quem mais impressionou até agora foi o canadense Milos Raonic, que disparou 46 aces em três partidas (e todas em dois sets): 18 contra Bedene, 11 diante de Herbert e mais 17 sobre Giron. No piso veloz do torneio francês, o canadense, que ainda não teve seu saque quebrado (só encarou um break point e se salvou) deve ser considerado bastante favorito contra Humbert, e não será nenhum absurdo se passar por Medvedev ou Schwartzman para alcançar a final. As condições são perfeitas para ele.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.