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Viena inicia uma quente reta final de temporada

Reuters
Imagem: Reuters
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

26/10/2020 20h00

Um ATP 500 nesta semana, um Masters 1000 na seguinte e o ATP Finals começando no dia 15 de novembro. É a reta final do circuito masculino, que teve seu início nesta segunda-feira, com o fortíssimo ATP 500 de Viena. Uma chave encabeçada pelo número 1 do mundo, Novak Djokovic, e que tem muita gente de peso não só por ser o único 500 da semana, mas porque ainda há duas vagas abertas para o rico ATP Finals, torneio de fim de ano que reúne os oito melhores da temporada.

Além de Djokovic, os classificados até agora são Rafael Nadal, Dominic Thiem, Stefanos Tsitsipas, Daniil Medvedev e Alexander Zverev. Roger Federer também estaria no grupo, mas passou por cirurgias no joelho e só voltará em 2021. Assim, restam dois postos, e os principais candidatos são Andrey Rublev (3.429 pontos), Diego Schwartzman (3.285), Matteo Berrettini (3.075), Gael Monfils (2.860), Denis Shapovalov (2.830), Roberto Bautista Agut (2.710) e David Goffin (2.555).

É difícil fugir do óbvio: Novak Djokovic é o favorito. E com folgas. Primeiro porque não lhe falta motivação. Os pontos de Viena têm importância em seu objetivo de manter-se como número 1 pelo maior período possível e quebrar o recorde de Federer, que somou 310 semanas no topo. No ranking pandêmico, no qual não é possível somar pontos onde um tenista foi campeão no ano anterior, Nole até descartou defender seu título no Masters 1000 de Paris. A prioridade virou o torneio austríaco, que vale todos 500 pontos para o sérvio.

Além disso, Nole se deu bem no sorteio. Sua metade da chave tem como principais rivais Stefanos Tsitsipas, que não joga desde Roland Garros; Denis Shapovalov, que vem de uma semi em São Petersburgo e uma decepcionante eliminação nas oitavas em Colônia II; e Grigor Dimitrov e Karen Khachanov, que duelam logo na primeira rodada. A vantagem adicional de Nole é que estes quatro estão na mesma seção. Ou seja, apenas o "campeão" dessa parte da chave vai enfrentar Djokovic nas semifinais. A parte de baixo da chave, em compensação, tem Dominic Thiem, o cabeça 2, além do sempre perigoso Medvedev; de Rublev, campeão em São Petersburgo, outro torneio indoor de quadras duras; de Félix-Auger Aliassime, vice em Colônia I e semifinalista em Colônia II; do ascendente Jannik Sinner, semifinalista em Colônia II; de Pablo Carreño Busta, que estreou eliminando Gael Monfils; e até Stan Wawrinka caiu nessa "seção da morte", cheia de jogos bons.

O outro ATP da semana é o 250 de Nur-Sultan, a capital do Cazaquistão que até 2019 era chamada de Astana. É um torneio sem nenhum top 20 e bem mais difícil de fazer previsões, e isso fica óbvio quando o cabeça 1 é o instável Benoit Paire e o cabeça 2 é o #39 do mundo, Miomir Kecmanovic, que já vai estrear como azarão contra o perigoso Frances Tiafoe. Vale lembrar também que, por ser uma chave de 28, e os quatro primeiros pré-classificados (Paire, Tiafoe, Mannarino e Millman) estreiam já nas oitavas, há sempre um perigo maior de zebra nessa fase. Eles encaram adversários que chegam vindo de vitórias e mais bem adaptados às condições de jogo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.