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Felipão foi injustiçado no Palmeiras

Eduardo Tironi

Eduardo Tironi é jornalista desde 1992, tendo passado por Notícias Populares, LANCE! e ESPN Brasil. Atualmente é participante e editor do podcast Posse De Bola (com Arnaldo Ribeiro) e comentarista na Rádio Band. Tem um canal no YouTube com Arnaldo Ribeiro. Fora do esporte, faz o podcast SonzeraFC sobre música e futebol.

Colunista do UOL

21/09/2020 11h37

Felipão foi demitido do comando do Palmeiras em de setembro de 2019, dias depois de ter sido eliminado da Libertadores pelo Grêmio e de ter tomado 3 a 0 do Flamengo. Antes disso, havia sido campeão brasileiro pelo clube, em 2018.

No seu lugar entrou Mano Menezes, que ficou apenas três meses no cargo e caiu após derrota para o mesmo Flamengo por 3 a 1.

A diretoria do Palmeiras, então, anunciou uma nova era, um novo jeito de praticar futebol, espelhado no sucesso de Jorge Jesus no comando do Flamengo. Afinal, com o elenco estrelado que o Palmeiras tinha (e ainda tem) era possível jogar muito mais!

Vanderlei Luxemburgo chegou e o que o Palmeiras apresenta neste momento não é muito diferente na forma do que seus antecessores fizeram, sobretudo Felipão. Uma ou outra pequena mudança aqui ou ali, mas basicamente estamos falando de um time calcado em defesa sólida, difícil de ser vazado e que ofensivamente tenta sair rapidamente nos contra-ataques ou contar com a lucidez individual de algum jogador. E que faz o mínimo possível para ganhar (de pouco) ou empatar (quase sempre).

A maior, para não dizer única, contribuição de Luxemburgo para o jogo do Palmeiras até aqui foi ter lançado vários bons jogadores da base. Mas na forma, não é tão diferente do que fizeram seus antecessores.

Muitos vão dizer que o time de Luxemburgo não perde e que o importante é vencer. Como em certo momento não perdia o time de Scolari até que começou a perder.. E aí, como sempre, o trabalho foi interrompido porque quando se joga apenas para fazer o mínimo possível e esse mínimo não vem, não sobra mais nada.

Para praticar o futebol do Palmeiras de hoje não seria necessário ter trocado de treinador. Ou, em outra visão: se a questão era de resultado, o discurso da diretoria do Palmeiras de que havia um desejo de mudança de estilo não foi verdadeiro. Felipão foi injustiçado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.