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Posse de Bola

Paolo Rossi foi mais decisivo numa Copa que Maradona e Romário

Observado por Francesco Graziani, Paolo Rossi faz um de seus 3 gols pela seleção italiana contra o Brasil - Mark Leech/Getty Images
Observado por Francesco Graziani, Paolo Rossi faz um de seus 3 gols pela seleção italiana contra o Brasil Imagem: Mark Leech/Getty Images
Arnaldo Ribeiro

Arnaldo Ribeiro é jornalista desde 1990. Passou por Notícias Populares, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Na revista Placar, foi editor especial e redator chefe. Passou 13 anos na ESPN. Desde 2019, é responsável (com Eduardo Tironi) pelo podcast Posse de Bola. Também é comentarista do Sportv, além de colunista do site torcedores.com.

Colunista do UOL

10/12/2020 12h18

Morreu Paolo Rossi, o cara da tragédia do Sarriá. O homem que encerrou a trajetória da brilhante seleção de Telê Santana, Zico e Sócrates na Copa de 82. O artilheiro que interrompeu o sonho do futebol arte.

Essa é a imagem de Paolo Rossi no Brasil. O Carrasco. Pois Paolo Rossi foi muito além disso naquela Copa da Espanha.

Foram três gols contra o Brasil. Dois na semifinal, contra a Polônia. Um na final, contra a Alemanha.

Numa Copa na Europa, com uma geração espetacular, Paolo Rossi foi o cara. O cara que deu o título inesperado à seleção limitada e aguerrida da Itália.

Ele foi o melhor no Mundial que tinha Zico, Sócrates, Falcão, Maradona, Boniek, Platini, Rummenigge...

Paolo Rossi cravou sua assinatura no Mundial, ganhou a sua Copa. Foi mais decisivo que Maradona (em 1986, no México) e Romário (em 1994, nos EUA). Alguém discorda? (por Arnaldo Ribeiro)