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Posse de Bola

O Palmeiras menos provável é o mais próximo de levar a Libertadores

Jogadores do Palmeiras celebram gol contra o Libertad, pela Libertadores - Mauro Horita/Conmebol
Jogadores do Palmeiras celebram gol contra o Libertad, pela Libertadores Imagem: Mauro Horita/Conmebol
Arnaldo Ribeiro

Arnaldo Ribeiro é jornalista desde 1990. Passou por Notícias Populares, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Na revista Placar, foi editor especial e redator chefe. Passou 13 anos na ESPN. Desde 2019, é responsável (com Eduardo Tironi) pelo podcast Posse de Bola. Também é comentarista do Sportv, além de colunista do site torcedores.com.

Colunista do UOL

16/12/2020 11h29

Releve o fato sorte. A sorte dos sorteios, dos cruzamentos. O Palmeiras está de novo numa semifinal da Libertadores por seus méritos. Jogando bem. Vencendo, convencendo, esmagando seus adversários, sobrando.

Sim. É bem provável que o confronto da semifinal do torneio sul-americano seja contra o River Plate, há alguns anos o melhor time do continente. Mas como duvidar agora das chances do Palmeiras?

A obsessão da reconquista da Libertadores virou real possibilidade. Curiosamente na temporada que o Palmeiras menos "se preparou" para o sonhado objetivo e mais dificuldades enfrentou,

Foi o ano de menor investimento. O Palmeiras perdeu Dudu, seu principal jogador, e não foi às compras com o habitual cheque em branco da patrocinadora.

Foi o ano de maior confusão administrativa. Fora as cada vez mais quentes querelas políticas, o clube trouxe de volta Vanderlei Luxemburgo e demorou a se convencer que o novo casamento não daria certo. Pior: demorou a encontrar o novo técnico. Levou uma série de "nãos" pela América do Sul afora e foi buscar o improvável Abel Ferreira no PAOK justamente quando o time estava se acertando por aqui, com o comando do interino Cebola.

Abel chegou e de cara encarou um insano surto de Covid no clube. Fora isso, o capitão Felipe Mello (reconduzido ao meio-campo) sofreu uma fratura no tornozelo e passou a ser desfalque por toda a temporada. Pois o Palmeiras resistiu. Uma derrota cruel para o Goiás, uma atuação abaixo no Paraguai. De resto, o time seguiu voando.

Jogadores muito bons, alguns contratados a peso de ouro, começaram a dar muito resultado. Rony, Scarpa, Veiga...

Hoje o Palmeiras é um time forte, veloz, moderno, implacável. Hoje o Palmeiras está de novo próximo de uma conquista da tão sonhada Libertadores. Alguém duvida? (por Arnaldo Ribeiro).