PUBLICIDADE
Topo

Geração do vexame de 2006 era a melhor de todas

Arnaldo Ribeiro

Arnaldo Ribeiro é jornalista desde 1990. Passou por Notícias Populares, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Na revista Placar, foi editor especial e redator chefe. Passou 13 anos na ESPN. Desde 2019, é responsável (com Eduardo Tironi) pelo podcast Posse de Bola. Também é comentarista do Sportv, além de colunista do site torcedores.com.

Colunista do UOL

15/04/2020 12h32

No Posse de Bola #28 provoquei a ira de meus colegas Juca Kfouri, Mauro Cezar e Eduardo Tironi (esse concorda comigo) quando comparei a seleção de 2006 com a de 1982.

Antes de aprofundar a conversa, um esclarecimento particular . O time de 1982 me provoca o maior dos afetos. O de 2006, o maior dos desgostos.

Mas que não dá pra comparar uma 'geração' com a outra, não dá. (aqui, links para os elencos de 1982 e 2006)

Em 2006, a seleção brasileira não tinha 'defeitos' na convocação ou no time titular. Goleiro (Dida), zagueiros (Juan e Lúcio) e sobretudo laterais (Cafu e Roberto Carlos) eram referências internacionais (como disse Mestre Tostão). 'Unanimidades' na Europa .

O meio-campo também. Com Emerson, Gilberto Silva, Zé Roberto ...

Do meio pra frente então... Uma constelação de 'melhores do mundo': Kaká e Ronaldinho Gaúcho no auge e mais Ronaldo Fenomemo. Um panzer em plena forma: Adriano.

No banco, Juninho Pernambucano, Robinho ...

O time de 1982 tinha problemas na formação titular, sobretudo depois do corte de Careca. E poucas opções no banco. Contra a Itália, os reservas eram : Paulo Sergio, Edevaldo, Juninho, Paulo Isidoro e Renato.

O time mágico de Telê tinha um meio-campo mágico, que contava com o auxílio de dois laterais-armadores (Leandro e Júnior) e fora da curva . Mas só Falcão e Zico eram referências mundiais . Caras incontestáveis na época .

Não dá pra comparar o material de Parreira (2006) com o de Telê (1982).

Não dá pra comparar a 'geração 2006' com nenhuma outra pós 1970, o time encantado do tri.

Nem quando o Brasil perdeu outras Copas (74, 78, 86, 90, 98, 2010, 14 e 18) e nem quando venceu (94 e 02). O elenco de 2006 era muito superior ao do penta, quatro anos antes, com alguns jogadores no auge.

A seleção de 2006 é o maior desperdício da história do futebol brasileiro. Fez uma Copa preguiçosa, patética, desleixada, fora do peso. Jamais o Brasil conseguirá reunir num Mundial tantos jogadores daquele nível. Jamais. Quer apostar?