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OPINIÃO

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Alex Poatan renova esperanças brasileiras de retomar antigo posto de Anderson Silva

Alex Poatan nocauteia Sean Strickland no UFC 276 - Alejandro Salazar/Px Images
Alex Poatan nocauteia Sean Strickland no UFC 276 Imagem: Alejandro Salazar/Px Images
Diego Ribas

Jornalista que cobre MMA há mais de uma década, sócio da Ag Fight e fã de esportes de combate. Morando em Las Vegas desde 2014, segue de perto os bastidores do UFC.

Colunista do UOL

03/07/2022 02h13

No dia 6 de julho de 2013, a primeira derrota de Anderson Silva para Chris Weidman lhe custou o cinturão dos pesos-médios (84 kg) do UFC e acabou com o maior reinado de um atleta brasileiro na organização. Ao todo foram 16 triunfos seguidos em sete anos de invencibilidade inabalável no octógono. Desde então, o país tenta repetir o domínio na categoria.

Nomes como Lyoto Machida, Vitor Belfort e, mais recentemente, Paulo 'Borrachinha' bateram na trave ao disputar o desejado cinturão. Claro, o Brasil, como grande celeiro que é na modalidade, colecionou outros títulos em diversas divisões de peso, mas reaver o posto que fez o esporte se popularizar entre os fãs parecia uma questão de honra. E nove anos depois, Alex Pereira, o Poatan, surge como a grande aposta para completar a missão.

Neste sábado (2), o experiente kickboxer anotou um belo nocaute para garantir seu terceiro triunfo no UFC, desta vez contra Sean Strickland, número quatro do ranking, e consolidar o status de próximo desafiante. O campeão Israel Adesanya, que defendeu seu título mais uma vez no mesmo evento, parece aprovar a ideia por ganhar a chance de se vingar do algoz que o venceu duas vezes em disputas de kickboxing. Tal rivalidade, por sinal, eleva ainda mais o nome do brasileiro no exterior.

Preciso em seus golpes, experiente na luta em pé e nocauteador nato, Poatan repete, a grosso modo, algumas características que fizeram de Anderson um lutador popular, o que cai como uma luva nos anseios dos fãs brasileiros. Caberá a ele, por exemplo, a tarefa de se tornar o primeiro homem a vencer Adesanya em uma luta de MMA na divisão dos médios, feito que, caso alcançado, o coloca diretamente em posto de destaque no esporte em termos mundiais.

A meta é audaciosa e a recompensa, como esperada, é enorme. Nada mal para quem tem apenas sete apresentações no MMA, além é claro das 40 disputas nas regras do kickboxing. Se tudo der certo, então, o Brasil retomará o desejado posto antes que dez anos daquela fatídica derrota se completem. Resta apenas 'combinar' com o campeão Israel Adesanya…