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Clubes e atletas se articulam para pressionar federações e CBF

Marília Ruiz

Tenho 20 anos de jornalismo esportivo: 5 Copas do Mundo, 4 Olimpíadas, muitos Brasileiros, alguns Mundiais e várias Copinhas. Neste blog seguirei fazendo isso: escrevendo sobre futebol. Sem frescura. Sem mimimi. Para versões oficiais dos clubes e atletas, recomendo procurar as assessorias de imprensa.

01/04/2020 15h25

Aparentemente os clubes estão acordando da letargia causada pela quarentena exposta pelos governadores por causa da pandemia do coronavírus.

As conversas entre dirigentes e representantes dos atletas para corte de salários e/ou direitos de imagem esquentou.

Na ausência de um norte sobre quando/como/onde a bola voltará a rolar e da suspensão do pagamento de parcelas dos direitos de transmissão dos Estaduais, acendeu a luz vermelha dos departamentos financeiros dos clubes.

O BLOG ouviu 5 representantes da Série A do Brasileiro.

Ainda tímidos para contestar veementemente a omissão das federações estaduais e da CBF, os cinco clubes da elite do futebol já se reuniram com representantes dos seus atletas para encaminhar um corte de salários nos moldes que o Ceará conseguiu (em acordo com os seus atletas). A ideia é tentar um desconto que já valha imediatamente: o plano mais defendido é que isso afete os contratos de imagem. Está também na mesa de negociação a formação de um grupo misto para pressionar as federações estaduais e a CBF: atletas e clubes querem que as entidades financiem a atividade dos clubes e seja parte dos acordos e solidária nas obrigações. Por obrigações entendam pagamento de um % mínimo das folhas de pagamento de todo departamento de futebol.

Um parecer jurídico elaborado por um advogado de um deles já circula em grupos de WhatsApp de dirigentes e jogadores: se ainda não há consenso sobre a legitimidade da atitude; há certeza que um acordo seria válido e faria lei entre as partes - e não poderia ser contestado futuramente, já que outras ditas "exceções" estão sendo justificadas pelo Estado de Calamidade decretado.

Fato é que abril começou com os clubes e os atletas de férias. A maioria das federações já havia decretado férias coletivas. E o futebol segue sem rumo definido.

Marília Ruiz