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Fábio Seixas

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Hamilton domina o dia, Verstappen fica perdido

Lewis Hamilton, na abertura dos treinos da F-1 em Istambul, nesta sexta-feira - Mercedes
Lewis Hamilton, na abertura dos treinos da F-1 em Istambul, nesta sexta-feira Imagem: Mercedes
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Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

08/10/2021 12h12

Hamilton liderou as duas sessões de treinos livres desta sexta em Istambul, mas a notícia do dia foi a troca do seu motor a combustão e a perda de dez posições no grid.

A Mercedes explicou a decisão de trocar apenas este componente da unidade de potência e manter itens como turbo, MGU-H e MGU-K, essa sopa de letrinhas que torna a F-1 tão impenetrável para os fãs.

"Rodamos simulações no computador de todas as corridas até o fim do ano para encontrar um balanceamento nos riscos de todos os componentes. Obviamente, algo que não queremos é enfrentar uma quebra durante uma corrida e depois ainda ter de cumprir uma punição no GP seguinte", disse Andrew Shovlin, diretor da engenharia da Mercedes.

"Ainda há a questão da performance, já que o motor vai perdendo potência ao longo de sua vida útil. Perder dez posições em troca do componente que mais contribui para a confiabilidade e o desempenho é bem melhor do que sair do fundo do grid", completou.

Faz sentido. E se as coisas continuarem acontecendo como nesta sexta-feira em Istambul, não dá para descartar Hamilton lutando pela vitória.

O inglês foi o mais rápido nas duas primeiras sessões de treinos e, de quebra, agora detém o novo recorde da pista.

No primeiro treino, cravou 1min24s178, vantagem de 0s425 para Verstappen, o segundo colocado. Na sequência vieram Leclerc, Bottas e Sainz _que trocou cinco componentes da unidade de potência e largará do fundo do grid.

Os três primeiros colocados já viraram tempos melhores que o antigo recorde da pista, de Montoya, em 2005. É um claro resultado do tratamento dado ao asfalto de Istambul para a corrida deste ano. Em vez da pista de gelo do ano passado, os pilotos encontraram um piso muito mais aderente.

Na segunda sessão, Hamilton mandou 1min23s804, 0s155 melhor do que Leclerc. Bottas e Pérez vieram logo depois. Verstappen foi apenas o quinto, com uma diferença de 0s635 em relação ao rival, um abismo.

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Max Verstappen em ação na Turquia, nesta sexta
Imagem: Dan Mullan/Getty Images/Red Bull

"Não foi o melhor dos dias", admitiu o holandês. "Testei algumas coisas diferentes no segundo treino, mas fato é que o primeiro também não foi bom. Estamos tentando entender o que fazer. Não temos muitos dados desta pista, então provavelmente vamos trabalhar muito durante a noite."

Vale ainda falar de Leclerc, que andou bem nos dois treinos, e da McLaren, muito apagada. Norris, o melhor piloto da equipe inglesa no dia, foi sétimo no primeiro treino e sexto no segundo.

Nos bastidores, duas notícias importantes circularam com força, ambas ligadas à Alfa Romeo

A primeira diz respeito ao único assento livre para o grid de 2022. As negociações com o chinês Guanyu Zhou esfriaram, mas a equipe negou que esteja pensando em Oscar Piastri, líder da F-2. Talvez Nick de Vries, campeão da Fórmula E, volte a aparecer no radar.

A outra é a retomada da história de que Michael Andretti pode comprar uma parte do time, que na verdade é a Sauber. Como já escrevi aqui, seria uma incrível volta por cima.