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Fábio Seixas

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Programe-se: GP da França

Integrantes da Aston Martin, com Vettel no meio, caminham pela pista de Paul Ricard na preparação para o GP da França  - Aston Martin
Integrantes da Aston Martin, com Vettel no meio, caminham pela pista de Paul Ricard na preparação para o GP da França Imagem: Aston Martin
Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

17/06/2021 12h52

Eu, que já pilotei um F-1 em Paul Ricard, posso atestar que o circuito que recebe o Mundial neste fim de semana é desafiador.

Sim, é verdade. Aconteceu em julho de 2013 e o link para o relato daquela eventura está na encarnação anterior do blog, aqui.

Mas deixemos a marra de lado: voltei para os boxes rebocado, após rodar na última curva e deixar o motor apagar.

seixas f1 - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
A foto que não me deixa mentir: no cockpit de um F-1 em 2013, em Paul Ricard
Imagem: Arquivo pessoal

Oito anos depois, aquela experiência é uma história pra contar pros netos, uma foto na parede, uma miniatura de capacete na estante e a certeza de que pilotos são sujeitos com aptidões muito especiais.

As sensações de velocidade e de fragilidade, com o vento na cara, as rodas girando ao seu lado e o chão tão próximo, são incríveis. Lembro de sair do carro e perguntar, todo animado, quanto atingi na Mistral. Imaginava 400 km/h. Mas a telemetria não mente e foi cruel: tinha sido menos de 200 km/h.

A partir desta sexta, o mítico circuito nos arredores de Marselha, no sul da França, recebe pilotos muito mais qualificados.

Nesta quinta, as entrevistas coletivas variaram sobre dois temas: os pneus estourados em Baku e o futuro do segundo carro da Mercedes.

Sobre o primeiro tema, Verstappen e Hamilton foram em sentidos opostos. Foi até engraçado.

"A Pirelli não pode culpar as equipes", disse o holandês. "A Pirelli não pode levar a culpa pelos problemas", defendeu o inglês.

O pano de fundo são as suspeitas de que Aston Martin e Red Bull usaram calibragens abaixo das recomendadas pela fabricante em Baku, em busca de melhor desempenho.

A resposta da FIA é a promessa de mais rigor nas vistorias técnicas a partir deste fim de semana, aumentando o número de testes após os pneus serem retirados dos carros.

Sobre o segundo assunto, que ganhou novos contornos após a renovação de Ocon com a Alpine por três anos, Bottas tentou se defender. Em linhas gerais, disse que fala com Wolff frequentemente e que ainda não houve nenhuma conversa sobre sua saída do time.

O favorito à vaga, Russell, claro, foi questionado sobre a possibilidade. "Ainda não há nada certo sobre o próximo ano. Hoje sou piloto da Williams e não tenho nada assinado além disso", afirmou o inglês. "É claro que quero definir meu futuro, mas normalmente essas coisas acontecem nas férias de verão."

O que eu acho? Que vai ser Russell, mas só em 2022. A Mercedes seguirá insistindo com Bottas neste ano, mesmo correndo o risco de ver o título escapar de suas mãos...

Segue abaixo a programação do GP da França, sétima etapa da F-1, no traço fino do Pilotoons.

gp franca - Pilotoons - Pilotoons
Programação do GP da França
Imagem: Pilotoons