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Fábio Seixas

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

F-1 sem mimimi

O inglês Cliff Alisson é catapultado de sua Ferrari nos treinos para o GP de Mônaco de 1960 - Reprodução
O inglês Cliff Alisson é catapultado de sua Ferrari nos treinos para o GP de Mônaco de 1960 Imagem: Reprodução
Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

10/06/2021 18h05

O "F-1 sem mimimi' desta semana começa com um acidente, mas termina de forma surreal.

Cinto de segurança? Pra quê? Até o início dos anos 70, era um acessório opcional na F-1. Ia além disso: os pilotos torciam o nariz, não queriam. Eram tempos em que os carros pegavam fogo e explodiam com frequência.

"Banheiras de gasolina", como já definiu Emerson.

Os pilotos preferiam ser catapultados para fora dos carros, sofrendo alguns traumas e quebrando alguns ossos, a correr o risco de ficarem presos, amarrados ao banco, num incêndio.

O inglês Cliff Alisson, que vinha de um 2º lugar no GP da Argentina, experimentou a sensação de voar para fora de uma Ferrari nos treinos para o GP de Mônaco de 1960. É a cena que ilustra este post.

Teria sido só mais um acidente feio na F-1 não fosse o ocorrido depois.

Alisson passou 16 dias inconsciente e sofreu múltiplas fraturas _um braço e algumas costelas, entre elas. E o grande momento veio quando ele despertou.

O piloto estava falando... francês, idioma que nunca havia aprendido.

A história tornou-se uma lenda na F-1. É verdade? Não sei. Mas o prestigioso "Guardian" relatou o episódio no obituário de Alisson, em 2005.

Como dizem lá na Itália, "se non è vero, è ben trovato".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL