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Diogo Silva

Yane Marques é a nova presidenta da Comissão dos Atletas do COB

Yane Marques foi medalhista de bronze no pentatlo moderno de Londres-2012 - Alex Livesey/Getty Images
Yane Marques foi medalhista de bronze no pentatlo moderno de Londres-2012 Imagem: Alex Livesey/Getty Images
Diogo Silva

Diogo Silva foi campeão mundial universitário, medalhista de ouro dos Jogos Pan-Americanos e participou dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e Londres-2012 no taekwondo. Hoje, faz parte do grupo de rap Senzala Hi-Tech.

12/01/2021 18h19

Yane Marques, do pentatlo moderno, foi eleita presidenta da Comissão dos Atletas do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em eleição virtual realizada nesta terça-feira (12). Yane é bicampeã dos Jogos Pan-Americanos e ganhou medalha de bronze na Olímpiada de Londres, em 2012.

Diferentemente da última eleição, na qual não houve concorrentes, três atletas se candidataram à Presidência da comissão: Yane Marques, Diogo Silva, do taekwondo, e Barbara Seixas, do vôlei de praia. Yane recebeu 73% dos votos; Diogo e Bárbara tiveram 11% cada.

Fabiano Peçanha, do atletismo, com 60% dos votos, foi eleito vice-presidente da comissão, seguido por Rodrigão, do vôlei, com 24%, e Fernanda Nunes, do remo, com 16%.

De forma remota, devido ao aumento do contágio da covid-19, Yane foi a escolhido para comandar a Cacob até os jogos olímpicos de 2024 na França. A pentatleta terá pela frente o desafio de manter as conquistas da última gestão, que foi gerida por Tiago Camilo, do judô, e teve a própria Yane como vice. Dentre essas conquistas, a que mais impactou foi a atualização do estatuto do COB, que aumentou o número de atletas com direito a voto de 12 para 19.

Outro passo importante foi a inclusão do presidente e vice da Cacob como membros do conselho administrativo e a realização do primeiro fórum das comissões dos atletas, com 33 representantes de comissões esportivas, um marco histórico para melhorar o diálogo entre as comissões das confederações e do COB.

Dentro desses novos voos está a atualização do artigo 50 da Carta Olímpica que proibi manifestações políticas e religiosas na esteira do caso da atleta Carol Solberg, do vôlei de praia, que foi indiciada e absolvida pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), por dizer "Fora, Bolsonaro" após a conquista de um bronze no circuito brasileiro de vôlei de praia.

A comissão vai precisar criar um entendimento nacional sobre o tema e passar a tratar a condição de se manifestar pela vida e direitos humanos como um direito do atleta, assim como o combate ao racismo, que entrou como pauta importante no novo ciclo do COB.

Novas conquistas também são necessárias. Entre elas um aporte financeiro para que os atletas possam gerir a pasta com maior autonomia e a ampliação do plano educacional feito pelo IOB (Instituto Olímpico Brasileiro), que hoje atende somente os atletas em transição de carreira. O plano deveria incluir os atletas que participam dos jogos escolares e olimpíadas da juventude, preparando a juventude de forma continuada, com debates de como a importância do olimpismo, fair play (jogo limpo), assédio moral, racismo, rede social e controle antidoping.

Junto com a comissão dos atletas, tomou posse o atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Paulo Vanderlei, que vai para seu segundo mandato. Também foram empossados os membros do conselho administrativo, que terá um novo integrante: Junior Maciel, presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo.

O COB tem orçamento recorde para 2021: R$ 388 milhões, um aumento de 20% na comparação com 2020. Já as 32 federações olímpicas brasileiras dividirão R$ 150 milhões (o maior valor desde 2001) em recursos referentes ao aporte das loterias federais. É um aumento de 25% na comparação com 2020.