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Tecnologia dos cinemas e games em prol do esporte

Ícaro Miguel durante treino da equipe de taekwondo Two Brother Time, em São Roque - Two Brother Time / Divulgação
Ícaro Miguel durante treino da equipe de taekwondo Two Brother Time, em São Roque Imagem: Two Brother Time / Divulgação
Diogo Silva

Diogo Silva foi campeão mundial universitário, medalhista de ouro dos Jogos Pan-Americanos e participou dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e Londres-2012 no taekwondo. Hoje, faz parte do grupo de rap Senzala Hi-Tech.

23/07/2020 04h00

Em tempos de pandemia do novo coronavírus é preciso se reinventar. Visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, está sendo realizados em São Roque, interior de São Paulo, treinamentos de taekwondo que utilizam trajes com realidade virtual. O equipamento ajuda a simular estratégias de combate.

A Two Brother Time, equipe de taekwondo de São Caetano do Sul, possui hoje dois atletas classificados aos Jogos no Japão: Ícaro Miguel (até 80kg) e Milena Titoneli (até 67kg). Atualmente, Ícaro hoje é o número um do ranking mundial, e Milena é a primeira mulher da modalidade a ganhar os Jogos Pan-Americanos, em 2019, em Lima (Peru).

Pós-classificatória olímpica, em março na Costa Rica, os atletas e técnicos passaram por um período de quarentena. Agora, o grupo de atletas e treinadores está isolado há três meses em São Roque.

Foi então que os treinadores do time do ABC e também da seleção brasileira, Clayton dos Santos e Reginaldo dos Santos, tiveram a brilhante ideia de unir tecnologia e luta.

Milena Titoneli, do taekwondo, com traje de realidade virtual que auxilia durante treinos da equipe Two Brother Time - Two Brother Time / Divulgação - Two Brother Time / Divulgação
Imagem: Two Brother Time / Divulgação
Bruno Eisinger, fundador da Infinite Foundry - Industria 4.0 - 3D digital. Foi convidado pelos treinadores a desenvolver uma integração de sistema agregado para o esporte ao utilizar uma roupa especial que simula os movimentos dos oponentes, chamado de Mocap.

O Mocap é muito utilizado nos cinemas para criar personagens e também em jogos de vídeo game, que capturam movimentos de atletas para serem utilizados em jogos eletrônicos.

Para os jogadores de Tekken, Mortal Kombat e Street Fighter seria um sonho poder criar seus próprios personagens baseados na vida real. Para os atletas, é o futuro ao simular uma luta que ainda não aconteceu.

Conectados por meio de um óculos de realidade virtual, os sparrings simulam chutes, socos e movimentos que os adversários de Ícaro e Milena podem executar em uma luta.

A tecnologia no esporte veio para desenvolver e qualificar atletas e comissão técnica para a quebra de recordes, precisão na marcação de tempo, detectar substâncias proibidas no organismo do atleta, monitorar a recuperação dos músculos, aprimorar a marcação de pontos, desenvolver trajes especiais, proporcionar análise de desempenho, informar o público em tempo real, comunicar resultados em larga escala e uma infinidade de possibilidades.

O esporte hoje é globalizado e há tempos o mundo utiliza dessas ferramentas para ampliar resultados e acompanhar desempenhos.

A busca por melhores resultados é tão grande que até cientistas da Nasa entraram nessa. Foi o caso de Steve Wilkinson, criador do maiô supermoderno de natação LZR Racer da Speedo, que ajudou Michael Phelps a protagonizar o grande feito nos Jogos de Pequim-2008, quando o norte-americano conquistou oito medalhas de ouro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.