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Marcel evita 'papo basquete' com genro Giovannoni e vê seu funk desatualizado

Marcel evita falar sobre seleção com genro Giovannoni: "É chato criticar com o cara lá" - José Nascimento/Folha Imagem
Marcel evita falar sobre seleção com genro Giovannoni: "É chato criticar com o cara lá" Imagem: José Nascimento/Folha Imagem

Daniel Neves

Em São Paulo

25/08/2011 07h00

Peça fundamental da conquista do Pan-Americano de 1987, o ex-jogador Marcel de Souza é um crítico ácido da falta de resultados expressivos da seleção brasileira nos últimos anos. As ‘cornetadas’, porém, passam bem longe de casa. Sogro do ala-pivô Guilherme Giovannoni, ele evita falar de basquete em família para não criar uma ‘saia-justa’ para o marido de sua filha.

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  • Folhapress

    O Brasil passou com louvor na primeira das três ‘provas de fogo’ que terá antes do Pré-Olímpico das Américas. Com uma defesa sólida e desempenho arrasador no primeiro quarto, os comandados de Rubén Magnano atropelaram o Canadá por 88 a 70, nesta quarta-feira, pela Copa Tuto Marchand.

“Não converso de seleção brasileira com ele, pois é chato ficar criticando com o cara lá na seleção”, disse Marcel, em entrevista ao UOL Esporte. “Ele está fazendo o seu melhor e tem que estar engajado com o técnico. Tem que fazer o que acha e acabou. Nesta época de competições então, só digo ‘bom jogo’. O Guilherme é um cara esclarecido, entende mais de basquete do que eu”.

Giovannoni e Gabriela, filha de Marcel, estão juntos há cinco anos. O ex-jogador admite que, no início do relacionamento entre os dois, procurou evitar as críticas à seleção para não desagradar o novo genro. Mas a série de fracassos do time nacional fez com que reavaliasse a decisão.

“Quando ele se comprometeu com a minha filha, durante um tempo eu parei de criticar a seleção brasileira. Mas depois achei que era demais. Não podia parar de criticar o time porque o cara é meu genro. E eu sou um cara que critica”, contou Marcel.

A decepção do ex-jogador com os resultados obtidos pela seleção brasileira gerou um protesto inusitado. Em 2008, após fracasso no Pré-Olímpico Mundial, Marcel compôs o ‘Funk do Basqueteiro’, música em que critica ferozmente a maneira de atuar do time nacional. Três anos depois, o ex-atleta se esquiva de falar sobre o tema e diz que a canção está desatualizada.

“O funk foi um jeito de falar, foi feito para a outra Olimpíada, em um momento em que o Moncho [Monsalve] ainda era o técnico. E quatro anos depois ainda estamos falando disso. É um sucesso na internet. Isto é irrelevante no momento”, comentou Marcel.

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Em entrevista recente ao Sportv, o ex-jogador afirmou que uma nova canção estaria pronta para o Pré-Olímpico deste ano, o ‘Tango do Basqueteiro’. Na conversa com o UOL Esporte, porém, Marcel mostrou-se irritado sobre o assunto. “Foi uma jogada de marketing, uma brincadeira. Não tem nada de tango. Não tenho mais tempo de fazer isso”.

QUATRO ANOS APÓS FIASCO, BRASIL TEM NOVOS ÍDOLOS POR VAGA OLÍMPICA

  • Arte UOL

    Quatro anos se passaram desde que o Brasil fracassou em sua última participação no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Las Vegas. Em 2007, o foco dos holofotes do time nacional eram Leandrinho e Nenê, que vinham prestigiados por boa temporada na NBA. Marcelinho Machado era titular absoluto e Marcelinho Huertas era mero coadjuvante.

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Marcel elogiou a qualidade dos jogadores brasileiros e se mostrou otimista com a classificação brasileira. Crítico ferrenho do trabalho dos técnicos do país que comandaram a seleção, o ex-jogador torce por mudanças sob o comando de Rubén Magnano, mas espera o resultado do Pré-Olímpico para fazer uma análise do trabalho do argentino à frente do time nacional.

“Não critico os dirigentes ou a estrutura, porque sempre foi assim. O problema do fracasso dos últimos anos está dentro de quadra”, disse Marcel. “Hoje, pelo jeito que se tem jogado, as coisas estão um pouco diferentes. Mas a realidade atual do basquete brasileiro será demonstrada no Pré-Olímpico, pois só os resultados mostram mudança. No último Mundial aconteceu o que sempre tem ocorrido. Chega, chega e nada”.

Última grande conquista da seleção brasileira masculina, o título do Pan-Americano de 1987 completou 24 anos nesta semana. Para Marcel, a vitória sobre os Estados Unidos em Indianápolis lhe deixou um profundo ensinamento para o resto de sua vida.

“Conseguimos o impossível, vencemos o invencível. Aquilo me mostrou que posso atingir qualquer desafio que propuser para minha vida. Ser presidente do Brasil? Para mim não é impossível. Provavelmente nunca serei, mas para mim não é impossível”, opinou o ex-jogador.

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