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'Paparicado' por irmãs, Rafael Luz espera manter dinastia da família na seleção

Convocado pela 1ª vez para o time principal, Rafael Luz volta à seleção brasileira - Divulgação
Convocado pela 1ª vez para o time principal, Rafael Luz volta à seleção brasileira Imagem: Divulgação

Daniel Neves

Em São Paulo

22/07/2011 07h00

Convocado para a seleção brasileira masculina, Rafael Luz confirma uma tradição de família. Irmão caçula de Helen, Cíntia e Sílvia, que marcaram história com a camisa verde-amarela, o jovem armador de 19 anos espera trilhar o mesmo caminho de sucesso.

       FAMÍLIA LUZ MANTÉM TRADIÇÃO

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    Helen esteve com a seleção no título mundial de 1994, na conquista da medalha de bronze nos Jogos de Sydney-2000 e no tri da Copa América

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    Silvia conquistou duas medalhas olímpicas: prata em Atlanta-1996 e bronze em Sydney-2000. Ainda obteve o bronze no Pan de Santo Domingo-2003

  • Cíntia sagrou-se campeã sul-americana com a seleção brasileira em 1997. No mesmo ano, integrou a equipe no Pan-Americano de Winnipeg

“A Helen foi a primeira pessoa para quem eu liguei. É importante continuar com a tradição da família na seleção. Dar sequência ao trabalho que minhas irmãs realizaram é uma motivação a mais para chegar onde elas chegaram”, disse o armador.

Rafael é fruto do segundo casamento do pai das ex-jogadoras da seleção, que sempre mantiveram um relacionamento estreito com o irmão. Por causa da grande diferença de idade, o caçula da família Luz virou o xodó de Helen, Cínthia e Sílvia.

“Somos super corujas. Para mim, o Rafael sempre será aquele menininho que eu vi crescer, não importa se tiver 19 ou 30 anos”, comentou Helen. “Nós sempre o paparicamos, pois é o nosso caçula. Sempre achei lindo aquele jeitinho dele”.

A chegada do armador à seleção masculina só foi possível graças a uma mudança nas regras da Liga ACB, ocorrida na última quarta-feira. Até então, Rafael Luz estava impedido de defender a seleção brasileira por utilizar sua cidadania espanhola para atuar na competição local.

“Foi uma felicidade incrível. Após quatro anos sem poder ajudar o nosso país, receber essa convocação é uma grande alegria”, disse Rafael. “Vim como convidado. Mas o Rubén [Magnano, técnico da seleção] disse que, se eu treinar bem e merecer, vou para o Pré-Olímpico. A concorrência é igual a de um time. Todo mundo quer jogar, quer estar lá. É treinar bem forte e, no fim, quem vai decidir é o Rubén”.

MAGNANO: 'RAFAEL NÃO SUBSTITUI LARRY'

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    O técnico Rubén Magnano negou que Rafael Luz tenha sido convocado para substituir o norte-americano Larry Taylor, que não conseguiu se naturalizar brasileiro a tempo de defender a seleção. De acordo com o treinador, a utilização do jogador do Málaga estava sendo lapidada desde o ano passado.

    “A convocação do Rafael não tem nada a ver com a saída do Larry. Estávamos trabalhando desde o ano passado para trazê-lo para a seleção. Se o Larry não tivesse tido problemas com a naturalização, ele seria chamado do mesmo jeito”, disse Magnano.

    Com a chegada de Rafael Luz, Magnano passa a ter dois jovens armadores em seu elenco. O treinador, porém, nega que o jogador do Málaga vá disputar uma vaga apenas com Raulzinho e coloca o atleta em condições de igualdade na briga por um lugar no Pré-Olímpico.

    "Aqui não interessa a idade, mas sim a capacidade. Ele estará disputando uma vaga com Nezinho, Raulzinho e Benite. Está treinando para ficar entre os 12, como qualquer jogador", afirmou.

A convocação de Rafael foi motivo de festa na família Luz, acostumada a ter ao menos um representante nas seleções brasileiras. Recém-aposentada do time nacional, Helen admite que será muito mais difícil assumir o papel de torcedora agora que seu irmão estará em quadra.

“Ficamos super orgulhosos, pois teremos mais um membro da família Luz na seleção brasileira por muitos anos. Ver que continuamos representando o país em mais uma geração é motivo de muita satisfação”, disse Helen. “Agora vou sofrer ainda mais. Já sofria como torcedora, com meu irmão então... Mas é um sofrimento gostoso”.

Rafael diz estar ciente da responsabilidade de manter a trajetória vitoriosa de sua família na seleção brasileira. Helen, porém, minimiza o fardo do jovem de 19 anos, confia em sua rápida adaptação e dá dicas para que o irmão caçula atinja o sucesso com a camisa verde-amarela.

“Ele sempre teve muita personalidade e acredita muito em si próprio. Sempre soube separar as coisas e não carregou o peso da família”, disse Helen. “Assim como eu fiz, ele tem que tentar aproveitar ao máximo para aprender com os companheiros. Tem que ser observador e aproveitar as oportunidades”.

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