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França diz dividir apoio de Lula e Alckmin com Haddad até definirem chapa

França participa da reunião entre os dois partidos, em um hotel de luxo em São Paulo, que formalizou a chapa de Lula com Alckmin como vice - ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO
França participa da reunião entre os dois partidos, em um hotel de luxo em São Paulo, que formalizou a chapa de Lula com Alckmin como vice Imagem: ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Leonardo Martins e Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

08/04/2022 10h56

O ex-governador paulista Marcio França (PSB) afirmou hoje que a decisão entre quem será o candidato da aliança PT-PSB deverá ser feita até junho e que, até lá, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) deverão subir nos palanques dele e do ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

França participa da reunião entre os dois partidos, em um hotel de luxo em São Paulo, que formalizou a chapa de Lula com Alckmin como vice. Apesar da aliança nacional, os partidos ainda enfrentam impasses estaduais, em especial em São Paulo, onde Haddad e França despontam nas pesquisas.

"Minha proposta tá sempre de pé: pesquisa, data de maio, começo de junho. Até lá, nós vamos estar rodando o estado. Lula faz os dois palanques, Alckmin faz os dois palanques. Nós vamos andar juntos pelo estado de São Paulo", declarou França.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada ontem, o ex-prefeito paulistano tem 29% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador, com 20%. No cenário sem França, Haddad cresce para 35%.
França tem vinculado seu nome ao governo desde que perdeu no segundo turno em uma disputa apertada contra Doria em 2018. Em 2020, tentou a prefeitura de São Paulo, mas acabou em terceiro lugar.

Para petistas, com a aliança, França seria o indicado natural ao Senado, onde tem ocupado o segundo lugar, atrás do apresentador José Luís Datena (PSC). O ex-governador não só nega como diz que "a maior chance" é que os dois compitam.

"Não são duas [candidaturas] quaisquer. É de um ex-governador e um ex-candidato à presidência da República", afirmou França.

O martelo, segundo ele, deverá ser batido pelos presidentes dos partidos com influência da chapa presidencial. As posições nas pesquisas poderão ser um norte.

"Eu acho que a pesquisa, se não é o movimento ideal, é o que se tem. Precisamos estabelecer uma data e o método da pesquisa", afirmou França.

Encontro em SP

O PT e o PSB se reúnem na manhã de hoje para selar a chapa entre Lula e Alckmin para as eleições. A expectativa é que o encontro, realizado em um hotel em São Paulo, sedimente a aliança nacional entre os dois partidos, fechada verbalmente, e ajude a resolver impasses internos.

Nos bastidores, conforme apurou o UOL, Lula tem centralizado boa parte das decisões partidárias, demonstra aos aliados estar mais "tranquilo" e "cuidadoso" e prevê dar um passo adiante na campanha no mês de abril. Por ora, a preocupação com sua segurança pessoal e o receio de arrumar problemas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) evitam que o ex-presidente coloque a campanha na rua.

O ato servirá mais como um gesto. Oficialmente, partidos, federações e coligações só podem definir seus candidatos nas convenções partidárias, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto.

Mas o presidente Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e outros candidatos da terceira via, como o ex-governador João Doria (PSDB) e a senadora Simone Tebet (MDB), já começaram suas movimentações. Até o ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) chegou a se lançar pelo Podemos, mas acabou desistindo.