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Vidro arrombado: película alternativa a blindagem protege seu carro?

Teste de película de segurança automotiva  - 3M/Divulgação
Teste de película de segurança automotiva Imagem: 3M/Divulgação

Julio Cabral

Do UOL, em São Paulo

18/06/2022 04h00

Uma aproximação rápida, um golpe certeiro, um vidro estilhaçado e lá se foi um celular e/ou bolsa. Essa situação terrível já acometeu muitas pessoas paradas no trânsito ou em um semáforo. Será que a solução é a blindagem? Esse nível de proteção ainda é muito caro, quase sempre acima dos R$ 50 mil, dependendo do carro. Há alguma solução mais barata? Igual não, mas há uma alternativa que é diferente e menos protegida, mas com preços em conta: as películas de segurança.

Elas são chamadas erroneamente como "semiblindagem", o que é um erro e tanto, pois não protegem contra disparos ou resistem durante um longo tempo. O objetivo é proteger contra a situação citada no início do texto, sem, contudo, deixar de ser um alívio no trânsito ou quando o seu carro estiver estacionado.

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"Muita gente confunde película de segurança com blindagem, são coisas distintas. Elas oferecem mais resistência em testes de burglary (vandalismo ou invasão), em que são medidas as forças de impacto versus a quantidade de golpes necessários para quebrar o vidro. As películas de segurança exigem um esforço maior de força ou na quantidade de golpes. Não é uma garantia que o vidro não vai quebrar, o objetivo é dificultar e atrasar a invasão", explica Marina Vilela, Especialista de Desenvolvimento de Aplicação Personal Auto da 3M.

Funciona assim: um filme adesivo aplicado na parte de dentro do vidro aumenta a resistência a impactos e, em caso de quebra, não deixa o estilhaçamento gerar cacos. Eles ficam presos na estrutura do vidro. É como se fosse um vidro laminado, algo presente no para-brisa dos carros (por força de legislação), mas que são raramente aplicados nas laterais.

Porém, a tecnologia é diferente. Em vez de usar duas camadas de vidro, um filme é aplicado. Não é muito diferente das películas escurecedoras ou cristalinas. O que muda é a espessura.

"Películas em geral são feitas em poliéster, especificamente PET, mesmo material das garrafas plásticas. A diferença para uma película de controle solar está na questão da espessura. São 0,05 mm de espessura nas convencionais, mas aqui estamos falando o dobro", ressalta Marina.

De acordo com a 3M, a demanda pelas películas de segurança aumentou, mas é difícil afirmar a porcentagem que foi motivada pela violência urbana. A correlação é inevitável.

"A questão é o aumento dos furtos que estão acontecendo por conta do PIX, essas quadrilhas especializadas, teve mesmo o aumento do índice de furtos, de vidros quebrados e películas vendidas. Antes dessas quadrilhas quebrarem os veículos, vinham em média cinco ou seis carros por dia. Hoje, vem em torno de 15", contabiliza Felipe de Araújo Resende, vendedor técnico da Autoglass.

A resistência a impacto é notavelmente maior. Em testes, um único impacto de 88 joules de energia é capaz de quebrar o vidro, mas ele resiste a até cinco impactos de 17 joules. Lembrando que ninguém vai usar um aríete contra o vidro, normalmente, são golpes com as mãos ou com um objeto pontiagudo ou pesado. Pedras lançadas não devem ser suficientes.

Não é necessário abrir mão da proteção solar, há opções de várias marcas que permitem manter os diferentes níveis de escurecimento presentes nas películas convencionais. Marcas tradicionais como a 3M, Insulfilm e Intercontrol oferecem o produto, entre outras.

Por já ser laminado, o para-brisa não recebe a proteção, tampouco o vidro traseiro, uma vez que o formato dele não permite a instalação.

Pode não ser uma blindagem, mas oferece níveis de proteção e de tranquilidade maiores do que uma película convencional, sem custar muito mais. A maior variação de preço se dá mais pelas marcas, no entanto, você terá que gastar mais de R$ 1 mil pela proteção extra, lembrando que os custos das películas convencionais tops de linha não está muito abaixo disso.

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