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Uber voador e até mochila a jato: o que a mobilidade aérea nos reserva

Táxi aéreo Volocopter - Divulgação
Táxi aéreo Volocopter Imagem: Divulgação

Do UOL

Em São Paulo (SP)

17/11/2020 13h44

O futuro é bastante intrigante quando pensamos na mobilidade urbana, mas principalmente na mobilidade aérea de viagens curtas. No momento, o mercado parece estar mais perto do que nunca de encontrar soluções para veículos e transportes aéreos em grandes centros urbanos.

Financiada pelo grupo Daimler, a alemã Volocopter foi a primeira empresa a comercializar seu projeto de táxi aéreo, o VoloCity. Elétrico, ele funcionará de maneira autônoma eventualmente, com empresa ainda visando melhorar o serviço. No início, o modelo levará apenas um passageiro.

"É como um Uber Black ou qualquer outro serviço premium", diz Fabien Nestmann, vice-presidente de relações públicas da Volocopter à BBC.

E, neste caso, o custo é um pouco mais proibitivo que o praticado pela Uber em seu segmento premium. Os primeiros voos deverão custar 300 euros (cerca de R$ 1.880 na cotação atual). No entanto, o objetivo da empresa é baratear os custos de seus voos transportando no futuro mais de um passageiro por sua rede planejada de vertiports.

"Não queremos que isso seja um brinquedo para os ricos, mas parte de uma jornada bem integrada para qualquer pessoa em uma área urbana", falou Nestmann. "Todos devem ter a opção de caminhar, ser dirigido, pedalar ou voar."

Os primeiros voos comerciais da VoloCity estão programados para ocorrer em 2022.

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Imagem: Divulgação

Ao lado da Volocopter na nova mobilidade aérea em cidades temos a startup japonesa SkyDrive que recentemente se juntou à Toyota para realizar um voo de teste de seu táxi aéreo elétrico. Chamado de SD-03, ele é considerado o menor veículo elétrico do mundo que pode decolar e pousar em uma posição vertical.

"A demanda do consumidor cresceu, mas os humanos ainda não forneceram uma solução clara para o tráfego - mesmo por meio de opções como carros elétricos ou alternativas rápidas como o trem TGV (intermunicipal da França)", disse o representante do SkyDrive Takako Wada. "Podemos dizer que a mobilidade do SkyDrive foi alimentada pelas demandas de consumo, bem como pelos avanços da tecnologia."

Do outro lado das duas empresas, vemos a britânica Gravity Industries, que criou um jetpack vestível de 1.050 cv. De acordo com o fundador da empresa e piloto de testes, Richard Browning, o veículo "é um pouco como um carro de Fórmula 1".

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Imagem: Divulgação

"O Jetsuit é um equipamento especializado que apenas profissionais de comércio e pilotos militares podem pilotar por enquanto. Algum dia, o jetpack pode significar que um super-herói paramédico pode tomar decisões sobre onde ir e o que fazer."

E, de fato, a empresa fez já uma parceria com Great North Air Ambulance Service para simular uma missão de busca e resgate, com Browning voando em seu jetpack para um local onde vítimas estavam encenando em um vale na Inglaterra. O voo durou 90 segundos, uma caminhada teria levado 25 minutos.

No entanto, para que tudo isso seja utilizado em um futuro próximo regulamentos precisam ser criados para o ar, já que veículos disputarão espaços com prédios, pássaros e drones de entrega. O risco é alto, com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e outros órgãos reguladores já pensando nos riscos no tráfego e nos riscos de acidentes.