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RAM Rampage R/T: como é viajar 800 km com a nova picape da marca no Brasil

A Rampage começou a ser entregue aos brasileiros entre setembro e outubro deste ano, e imediatamente despontou em vendas. Por causa da alta aceitação, a RAM nacional é, junto com a Ford Ranger, o principal lançamento no segmento de picapes em 2023 - e essa categoria foi a que teve o maior número de novidades.

O modelo tem cinco versões de acabamento. Duas delas têm opção de motor a gasolina e a diesel. Apenas a topo de linha, R/T, traz apenas o primeiro propulsor, o 2.0 Hurricane. E com ajuste para deixá-la mais rápida que as demais configurações.

Com isso, a Rampage R/T é uma das picapes mais rápidas do Brasil para acelerar. De acordo com dados divulgados pelas respectivas fabricantes, no 0 a 100 km/h está atrás apenas da recém-lançada Ford Ranger Raptor (5,8 segundos) e da RAM 1500 Rebel (6,4 segundos).

A Rampage R/T vai de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos. Mas como é viajar muitos e muitos quilômetros com o novo modelo? Quais são o consumo e a autonomia? É confortável? Tem bons recursos de seguranças? Percorri 800 km com a picape da RAM para tirar à prova. Aliás, seu preço sugerido é de R$ 277.490.

Desempenho da Rampage R/T na estrada

A Rampage R/T é um canhão na hora de acelerar. Aceleração e retomadas são muito fortes, em parte graças aos 272 cv e 40,8 kgfm do motor 2.0 turbo a gasolina. Ele é combinado a um câmbio automático de nove marchas. A tração, como em todas as outras versões, é 4x4 por demanda.

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Imagem: Rafaela Borges/UOL

Além de atingir altas velocidades, a Rampage também fica com um som esportivo quando o modo R/T é acionado. Essa agilidade para acelerar é boa em qualquer condição, mas atende muito bem às demandas de quem roda bastante em pista simples e precisa converter ultrapassagens rapidamente. É, portanto, também uma característica que reforça a segurança.

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Imagem: Rafaela Borges/UOL
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Facilidades e espaço a bordo

A Rampage R/T traz algumas assistências que facilitam o dia a dia na estrada. Entre elas estão o controlador de velocidade adaptativo e o sensor de ponto cego. Já o leitor de faixas tem função de correção, mas não de centralização.

Assim, quando o motorista sai da faixa sem acionar a seta, a trajetória da direção é corrigida. Porém, a tecnologia não é capaz de fazer curvas sozinha. A central multimídia, além de Android Auto e Apple CarPlay sem fio, traz navegador GPS nativo.

Porta-copos e porta-objetos também estão bem posicionados na cabine, e os comandos do ar-condicionado podem ser feitos tanto na tela multimídia quanto no console central. Os bancos dianteiros têm ajuste elétrico. Ergonomia é um ponto alto.

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Imagem: Rafaela Borges/UOL

Para ter espaço de sobra em uma picape, apenas nas grandes. Os exemplos são RAM 1500, Ford F-150 e Chevrolet Silverado.

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Autonomia e consumo

Em uma viagem longa, o principal problema da Rampage é a autonomia. A primeira parte do trajeto, a ida, foi de 400 km. Nesse roteiro, fiz acelerações mais fortes e rodei a velocidades altas. A 70 km do fim, o tanque entrou no vermelho. Achei melhor não arriscar e coloquei mais combustível.

O consumo médio ficou em pouco menos de 9 km/l de gasolina. No retorno do interior a São Paulo, amansei o pé, e rodei em velocidades mais constantes, entre 110 km/h e 120 km/h, extrapolando uma ou outra vez com acelerações de pé embaixo. Nesse caso, a luz da reserva acendeu ao entrar na capital paulista.

Nesse trajeto, o consumo se aproximou dos 9,5 km/l. Nos dois trechos, ele foi aferido no computador de bordo. Conforme dados do Inmetro, a Rampage R/T faz 8 km/l na cidade e 10 km/l (média que não consegui) na estrada.

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Imagem: Rafaela Borges/UOL

Para esses consumidores, a versão a diesel pode ser uma escolha melhor. O modelo não anda tanto, mas tem autonomia maior. O problema, no caso da R/T, é que o tanque de combustível não é dos maiores para um carro com quase 300 cv e muito ímpeto de acelerar.

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Ele tem 55 litros, o que é ideal para os produtos da Stellantis com motor a diesel e o 1.3 turbo flex. Com o Renegade abastecido com gasolina (e mesma capacidade no tanque), rodo o mesmo percurso sem problemas. Mesmo em velocidade alta e acelerando muito, o modelo vence os 400 km com sobras, e já foi capaz de percorrer mais de 500 km.

Dá para aumentar esse tanque? De acordo com informações apuradas com fontes da Stellantis, não. Falta espaço para isso. Assim, a R/T é uma opção confortável, ágil e até divertida para viajar. Mas, se o percurso for longo, prepare-se para paradas em postos de combustível.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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