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Pompeia de carro: como visitar a cidade 'congelada' em viagem pela Itália

Viajar de carro para a Itália é uma aventura de inúmeros destinos. Por onde quer que o viajante rode, há sempre um local interessante para visitar. Por isso, o país europeu é sempre uma boa ideia para quem gosta de road trips. Especialmente o sul, que permite explorar regiões como Costa Amalfitana, Puglia, Sardenha e Sicília.

Nápoles é a entrada para a badalada Costa Amalfitana. Mas a capital da Campânia e terceira maior cidade da Itália tem também outras boas opções nas imediações para explorar de carro. Entre elas, uma das mais interessantes é Pompeia, a pouco mais de 20 km de distância.

Ruas de Pompeia têm pedras originais
Ruas de Pompeia têm pedras originais Imagem: Rafaela Borges/UOL

Graças a seu estado de preservação - cinzas e lama protegeram as construções contra os efeitos do tempo - Pompeia é conhecida como cidade congelada no tempo. Confira como é a road trip e os destaques de Pompeia.

Nápoles de carro

Se o seu objetivo for visitar apenas Nápoles, ir de carro não é a melhor opção. Como na maior parte das cidades italianas, bastante antigas, o centro histórico é um local que apresenta dificuldades para estacionar. Vagas na ruas são raras, e os poucos estacionamentos pagos são apertados (mesmo para veículos pequenos), concorridos e caros.

Por isso, vá a Nápoles de carro apenas se for um ponto de parada de sua road trip, ou base para explorar outros locais ao volante. Este foi o meu caso. Parti de Roma em direção à Puglia, e decidi fazer uma parada na cidade da Campânia. Da capital italiana até lá são 220 km, que podem ser percorridos em aproximadamente duas horas pela A1.

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Imagem: Rafaela Borges/UOL

De Roma a Nápoles, foram 17 euros. Na capital da Campânia, escolhi um hotel fora do centro, mas a uma pequena distância de táxi ou, para quem quiser se arriscar, de carro (além da dificuldade de estacionar, o trânsito na cidade é caótico).

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Como o objetivo principal não era explorar Nápoles, e sim fazer pequenas viagens a partir da cidade, optei por ficar fora da região central, em que a maioria dos hotéis não tem estacionamento. Escolhi o LHP Napoli Palace & Spa. Contemporâneo e luxuoso, tem piscina, bar, restaurante, café da manhã incluído nas diárias e estacionamento com manobrista por 30 euros ao dia. As tarifas partem de 125 euros (em dezembro).

Para quem está visitando Nápoles por vários dias, tendo a cidade como principal foco, vale alugar um carro para ir à Pompeia pela manhã, e devolver à noite. Isso porque vale a pena guiar até o local. A viagem é fácil, além de muito bonita.

De Nápoles a Pompeia

O percurso é feito pela A3, uma rodovia de pista dupla com vista para as montanhas do entorno de Nápoles - entre elas aquela que explodiu e soterrou Pompeia, o Monte Vesúvio.

Rodovia A3
Rodovia A3 Imagem: Rafaela Borges/UOL

O pagamento é automático, feito por máquinas instaladas próximas à saída, onde se valida o ticket. Antes da entrada para o parque, há alguns restaurantes, principalmente os especializados em pizza (uma tradição da região, especialmente de Nápoles).

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Parque Arqueológico de Pompeia

A entrada para o Parque Arqueológico de Pompeia custa 19 euros. Dá para comprar online ou na própria entrada do local - dependendo do horário, com muitas filas. Outra opção é contratar um tour guiado, por cerca de 50 euros.

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Imagem: Rafaela Borges/UOL

Mas, se o visitante estiver com tempo, vale a pena passar mais algumas horas por lá após o tour, e se perder pelas belas ruas de Pompeia.

O Vesúvio é praticamente onipresente no horizonte da cidade. Belo, mas também ameaçador. São bem preservados locais públicos como o coliseu, o anfiteatro e o Foro, que era o centro comercial de Pompeia.

Há casas pequenas, e outras imensas. Algumas têm até mesmo seus tetos preservados há quase 2 mil anos. As pedras das ruas são originais, e a disposição dos quarteirões mostra um conceito de urbanização de dar inveja a muitos bairros modernos de grandes cidades - como São Paulo.

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História

O ano era 79 DC. Pompeia, às margens do Mediterrâneo, era uma cidade do Império Romano que vivia o auge de sua prosperidade, com uma população estimada em pouco mais de 10 mil habitantes na área urbana.

O Vesúvio, no entanto, deu sinais de que entraria em erupção, levando a maior parte da população a deixar o local. Estima-se que cerca de 2 mil ficaram, e perderam suas vidas quando o vulcão entrou em plena atividade.

Anfiteatro
Anfiteatro Imagem: Rafaela Borges/UOL

A cidade ficou enterrada por mais de 1.500 anos. No século XVII, começaram as escavações, que ainda não foram concluídas. Por isso, ainda há muito a se descobrir sobre a história de Pompeia.

Foi por causa de seu destino trágico que Pompeia se transformou em uma das ruínas mais bem preservadas da civilização romana. Soterrada e esquecida, ficou também livre do desgaste causado pelo tempo e da ação humano por mais de um milênio e meio.

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Os corpos dos habitantes em Pompeia

Há uma crença de que os corpos dos habitantes de Pompeia, cobertos pela lava vulcânica, foram encontrados intactos, transformados em pedras. Agora, estão expostos nas ruínas. Isso, porém, é um mito. A realidade é bem diferente.

Em primeiro lugar a erupção que destruiu a cidade não foi de lava, e sim de pedras, gases e outros materiais vulcânicos.

Nas escavações, o que se encontrou foram buracos no chão, que haviam sido ocupados pelos corpos dos moradores. A partir deles, foram moldados em gesso as representações dos habitantes mortos na tragédia.

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Imagem: Rafaela Borges/UOL

O Monte Vesúvio causou muitas tragédias na região. A última erupção ocorreu em 1944. Mesmo adormecido há quase 80 anos, é considerado ativo. Por isso, é monitorado - e o fato de estar em uma região altamente habitada aumenta sua ameaça.

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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